James Arthur, que derrete corações com temas como "Impossible", "Say You Won't Let Go" ou "Falling Like The Stars", está de volta com "Medicine". Para apresentar o novo single, que se estreou no passado dia 5 de março nos serviços de streaming, o cantor convidou alguns jornalistas de todo o mundo e fãs para um pequeno showcase e para uma conversa informal online.

Com uma estante repleta de sapatilhas e com um peluche do Sapo Cocas como fundo, o britânico abriu as 'portas' da sua casa para desabafar sobre os últimos meses e os planos que tem para o futuro. "Neste último ano tivemos de nos olhar ao espelho e de aprender a simplificar as nossas vidas. Consegui ter um estúdio em casa, fazer música e descobri novos hobbies - caminhada e corrida. Foquei-me na minha saúde física, comecei a fazer 'passadeira de competição' e aconselho toda a gente a sair e apanhar ar", frisou no início da conversa em que o SAPO Mag marcou presença.

"Se não tivesse parado, acho que morria"

"Façam uma longa caminhada durante este novo confinamento, porque isso ajudou-me também a nível mental", acrescentou, recordando que passou por momentos menos bons no início de 2020, nomeadamente na capital espanhola, onde teve um ataque de pânico "brutal". "Foi a primeira vez em que me senti mal fisicamente, por causa do stress e da ansiedade. Se não tivesse parado, acho que morria. A primeira parte do meu 2020 foi passada a recuperar do que se passou em Madrid, para poder fazer a minha digressão nas arenas", revelou o músico.

Depois da passagem por Espanha, James Arthur teve concertos agendados nas arenas de Dublin, Cardiff, Londres, Birmingham, Newcastle, Manchester e Leeds. "Mas depois chegou um vírus horrível, chamado corona, que nos meteu  a todos em casa. Todo o trabalho que fiz no início do ano, serviu-me de pouco... porque voltei à primeira base, mas consegui sobreviver... Ao ser criativo, ao cuidar de mim, ao fazer exercício, ao fazer coisas básicas, mas que, para mim, fizeram toda a diferença", revelou.

E foi ao refletir sobre a sua vida, ao "olhar-se ao espelho", que o britânico voltou a dedicar-se à criação de canções. "Fazer um álbum para os meus fãs foi a minha motivação. (...) Já o queria fazer há muito tempo", contou o artista durante o evento virtual.

"Não me apercebi do quão pessoal este álbum realmente é. Só a meio das gravações é que tive uma ideia. Até falo das coisas mais negras, dos tempos mais negros, consegue-se mesmo perceber aonde é que eu estava", adiantou o músico, lembrando que o primeiro single, "Medicine", foi também a primeira canção a ser finalizada. "Normalmente, a primeira canção que se escreve para um álbum não presta e é para deitar fora... mas esta não. Foi como se a tensão de todos estes meses em casa explodisse nesta canção", explicou.

Para James Arthur, o 'teletrabalho' também foi um ponto positivo durante o processo criativo. "No passado andei por vários estúdios, a trabalhar com várias pessoas. Para este quarto álbum, foi bom estar confortável no meu estúdio caseiro, a compor e gravar no mesmo sítio todas as canções. Os vizinhos não se queixaram, só fui interrompido por crianças a chorar e passarinhos", gracejou, explicando que o disco vai mostrar o seu "lado mais vulnerável".

JAMES ARTHUR

Apesar de ainda não ser conhecida a data de lançamento do novo álbum, o britânico partilhou algumas pistas sobre os novos temas. "O novo álbum é sobre um gajo que está a refletir sobre tudo o que se passou nestes últimos anos da sua vida, especialmente aquele momento mais negro da minha vida. ‘Medicine’ é a música perfeita para arrancar com as coisas em que estive a trabalhar, porque é uma música positiva e inspiradora. Para mim, foi reunir o que havia de positivo na minha vida, nestes tempos tão negros. Quero que as pessoas se perguntem: qual é o meu remédio?'", explicou, acrescentando que o disco é "coeso e harmonioso".

"As pessoas vão gostar muito do som deste álbum, porque vem todo do mesmo sítio", defendeu, revelando ainda que os vizinhos não se incomodam com o "barulho". Mas as "crianças a berrar, constantemente", já obrigaram James Arthur a interromper várias gravações.

Em conversa com os fãs e os jornalistas, o artista, que se deu a conhecer no programa de talentos "The X Factor", confessou que as novas canções passeiam entre a pop e o grunge. "Há piano lá no meio, mas os instrumentos principais são guitarra elétrica e acústica, algo muito fiel a quem eu sou, porque o meu passado passou muito pelo rock. Digamos que é algo do género: pop misturado com grunge misturado com trap à Post Malone. Talvez seja esta a melhor descrição", resumiu. "Sou um apaixonado pela música, gosto de fazer qualquer género", acrescentou.

JAMES ARTHUR

Durante o evento online, James Arthur também fez uma retrospetiva da sua carreira. "Se me esquecesse que já fui só mais um gajo numa banda, provavelmente, não tinha chegado tão longe", sublinhou. "Vou sempre ver-me assim. Nunca deixei que ninguém me inflamasse o ego e, por isso, é que tenho muitos momentos de introspeção, para conseguir perceber quem é que sou e aonde é que eu estou", confessou.

"Já estive naquela posição de ter que tocar em ‘pubs’, para públicos com duas pessoas e um cão, como costumamos dizer, em Inglaterra. Isso vai estar sempre comigo, porque assim sinto que estou sempre a progredir", defendeu o britânico, recordando ainda que o sucesso de "Say You Won't Let Go" bloqueou a sua criatividade.

"Estava a tentar simular o sucesso e a fórmula, o que me levou pelo caminho errado, foi por isso que não vendi tanto nessa altura, como devia ter vendido. Então parei de fazer isso e voltei a fazer o que gosto, o que amo, estou muito feliz com as minhas músicas novas", rematou.

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