Até à abertura de portas, às 15h00, há sempre detalhes para ultimar. Cada edição do festival é preparada durante 12 meses - quando a edição de 2017 acabar, o NOS Alive 2018 começa a ser pensado. A máquina não para. E este ano, pela primeira vez, esgotou três meses antes.

"As pessoas compram o seu bilhete com antecipação para vir ao NOS Alive. É bom. Acho que é bom até para o mercado - para o mercado dos festivais, isto é um fenómeno novo porque os festivais de grande dimensão não esgotavam, apesar de terem muito público. Portanto, estamos a iniciar um ciclo novo em que os festivais também esgotam e significa que isso vai dar sustentabilidade a uma área importantíssima da nossa economia", explica o diretor da Everything Is New, acrescentando que "os festivais de verão são um produto absolutamente fantástico para valorizar o destino Portugal". "Há milhares de estrangeiros que vêm a Portugal só por causa dos festivais de verão", relembra.

Mas como é que se faz um festival que esgota três meses antes? "O festival prepara-se com muito carinho, dedicação e, acima de tudo, tentando ir ao encontro das preferências dos clientes. Nós temos uma assinatura que é sempre difícil - 'O melhor cartaz, sempre'. E termos esgotado esta edição com praticamente três meses de antecedência significa que temos sido de facto a escolha do consumidor", frisa Álvaro Covões.

The Weeknd, Depeche Mode, Foo Fighters, The Kills, The xx, Royal Blood, Imagine Dragons e mais uma centena de artistas fazem parte do cartaz da edição deste ano do NOS Alive. E milhares de festivaleiros vão fazer de tudo para estar na primeira fila dos concertos. "A capacidade do recinto onde o Palco NOS está instalado é de 55 mil pessoas. Há sempre um momento, um artista, em que todos querem estar lá e cabem. É o palco maior, é o palco que pode ser visto por todos e é o palco onde vão acontecer grandes concertos. Mas o NOS Alive diferencia-se de outros grandes festivais porque trabalhámos todos os palcos como palcos principais. É por isso que o nosso público tem uma reclamação positiva: 'que chatice, queria estar a assistir a este concerto neste palco e há aquele no outro. Só vou ver metade de cada um'. Mas é o que pretendemos: oferecer o melhor que existe e dar possibilidades de escolha para que ninguém se sinta aborrecido", explica Álvaro Covões.

"Também vamos poder ver aquilo que de melhor se faz em Portugal. Por exemplo, temos este ano, com a cordoaria da Arruada, projetos interessantíssimos no palco Coreto e todos eles portugueses. No Palco Comédia, só temos um artista estrangeiro e o resto são todos artistas portugueses que vão fazer rir até à gargalhada. No Palco EDP Fado Café, vamos assistir a grandes espetáculos de fado, principalmente. Vamos ter nomes como a Carminho, Miguel Araújo - que apesar de não ser fadista, é um homem que compôs muitos fados -, o guitarrista Mário Pacheco e uma noite dedicada à Tasca do Chico", relembra o diretor da promotora do festival.

O NOS Alive em 60 segundos, segundo Álvaro Covões:

"Do Palco Heineken, ao NOS Clubbing, passando pelo Palco NOS, é verdadeiramente difícil escolher e é pena que cada festivaleiro não seja sete - é como os gatos, é um festival das sete vidas porque é preciso ter sete vidas para ver tudo. Um bom planeamento é essencial para aproveitar tudo o que se passa de bom no NOS Alive - é tudo bom, mas os gostos são diversos e os festivaleiros têm a possibilidade de fazer o seu próprio percurso, a sua própria agenda, a sua própria programação, ou seja, o seu próprio festival", defende Álvaro Covões.

"É um encontro de nações por algo que nos une sempre, a música"

Em cada dia, o NOS Alive vai receber 55 mil festivaleiros. "Nós construímos uma cidade. Só para termos uma noção do evento e dos consumos, o tráfego de telecomunicações móveis no NOS Alive é superior a uma cidade como Aveiro. No ano passado, foi feita uma tese de mestrado na Universidade Nova que avaliou o impacto económico do festival em 55 milhões de euros. Portanto, acho que estamos num bom caminho. Bons concertos, bons festivaleiros, muitos turistas, muitos madeirenses e muitos açorianos; gente do Algarve, de Trás-os-Montes e do Minho. É o país inteiro e vem gente de todo o mundo - vamos receber pessoas de 86 nacionalidades diferentes. Vem gente da Austrália, do Brasil, da África do Sul, do norte da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá", revela.

"Vão estar cinco mil pessoas a trabalhar e, portanto, é um recinto que vai ter em permanência 60 mil pessoas. Temos quase uma pessoa a trabalhar por cada 10 espectadores - é evidente que estão incluídas as forças de segurança e as equipas das bandas. Estamos quase ao nível de um hotel de cinco estrelas", explica Álvaro Covões ao SAPO Mag.

Durante três dias, o NOS Alive será a casa de muitos festivaleiros. Para Álvaro Covões, o festival "é um encontro de nações por algo que nos une sempre, a música".

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