Em comunicado, o município acrescenta que foi concebida uma programação cultural em streaming e adotada uma plataforma para a venda dos livros online para todas as entidades presentes.

Assim, aquela que será a 29.ª edição da feira terá uma programação com vários passatempos, com a oferta de centenas de livros e conversas com autores nacionais e estrangeiros, entre os quais Richard Zimler, Isabel Stilwell, Afonso Reis Cabral, os espanhóis Ildefonso Falcones e Manuel Vilas, e a brasileira Adriana Lisboa.

Citada no comunicado, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, refere que o objetivo desta transformação passa por continuar a promover a literatura e a atividade económica do setor livreiro bracarense, “que tem sido particularmente afetado” pela pandemia.

“Para isso, serão desenvolvidas várias ações de promoção das livrarias, alfarrabistas e editores de Braga, a fim de recuperarem rapidamente destes meses muito difíceis”, acrescentou.

Sublinhou que este ano “seria muito difícil garantir as regras relativas à concentração de expositores e visitantes nas ruas, bem como o necessário distanciamento físico e a higienização regular dos espaços expositores e dos livros consultados”.

Disponível para todos os livreiros, alfarrabistas e editoras participantes, a venda online será efetuada através de alojamento na plataforma DOTT, uma rede com mais de 900 lojas, 2 milhões de produtos e cerca de um milhão de acessos mensais, garantindo um nível de exposição “forte e nacional” à Feira do Livro de Braga.

Esta plataforma estará disponível até final de agosto.

O visitante será convidado a viajar pelas ruas da cidade de Braga e selecionar o stand que pretende visitar, nos espaços onde normalmente decorre a feira.

Ao fazê-lo, será enviado para a loja virtual da plataforma, onde pode escolher e comprar os artigos que pretende, sendo estes entregues em sua casa.

Portugal entrou no dia 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à COVID-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Novas medidas entraram em vigor na segunda-feira, 1 de junho, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde continuarão encerrados até quinta-feira, pelo menos), dos ginásios ou das salas de espetáculos.

Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

No sábado, regressaram as cerimónias religiosas comunitárias enquanto a abertura da época balnear acontecerá no sábado, 6 de junho.

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