“A cena musical de Lisboa é um símbolo de abertura e a generosidade dos músicos uma bela lição de esperança”, lê-se no 'site' do festival, na página dedicada à iniciativa 'Carte Blanche à Lisbonne' [Carta Branca a Lisboa], que decorre nos dias 25, 26 e 27 de maio.

No entanto, os músicos não serão os únicos portugueses a estar em destaque na 15.ª edição do festival. “Para os 15 anos de Nuits Sonores convidaremos músicos apaixonados, artistas de arte urbana, artistas plásticos, cozinheiros e cineastas inspirados, bem como vários ativistas que fazem de Lisboa esta jóia do Atlântico”, lê-se no 'site', que remete para fevereiro e março a divulgação dos nomes de outros convidados.

No primeiro dia de 'Carta Branca a Lisboa' atuam Bispo, Jibóia, Rocky Marsiano & Meu Kamba Sound e Marfox (DJ set).Para o segundo dia estão marcadas as atuações de The Mighty Sands, Keep Razors Sharp, Niagara e Rastronaut (DJ Set). No último dia atuam Lovers & Lollipops (DJ Set), Pega Monstro, The Legendary Tigerman, De los Miedos (DJ Set) e Black (DJ Set).

A organização do festival considera que, “ao investir na juventude, apoiando o empreendedorismo cultural, facilitando o cruzamento de competências e de saberes dos atores no seu território, a capital portuguesa impõe um modelo de desenvolvimento territorial moderno e dinâmico”.

O festival Nuits Sonores decorre de 24 a 28 de maio em Lyon, França.

Entretanto, a revista francesa Les Inrocks publicou hoje um artigo titulado “A nova cena portuguesa vai finalmente explodir em 2017”, no qual recorda que Portugal, “a Califórnia da Europa”, foi o país em foco na edição deste ano do Eurosonic, que decorreu entre 11 e 14 de janeiro em Groningen, na Holanda.

“Com projetos como Throes + The Shine, Batida ou DJ Firmeza (da excelente Príncipe Discos) há efetivamente uma mistura inédita entre rock, techno e certas sonoridades herdadas da história colonial e migratória portuguesa. O kuduro, por exemplo, está em toda a parte. E isso é muitas vezes brilhante”, lê-se no artigo.

A revista considera que os Buraka Som Sistema e The Legendary Tigerman, “exceções e precursores”, “encontram finalmente ressonância na geração seguinte”.

Este “conjunto” de músicos e bandas portuguesas, “a nova cena”, “não tem regras, nem estética comum”: “Da pop aérea dos Best Youth às rimas ao piano de Noiserv, passando pelo post-rock dos First Breath After Coma e dos refrões conceptuais dos Memória de Peixe, há oceanos inteiros para atravessar”.

O festival Eurosonic Noorderslag teve as atenções viradas para Portugal, convidando cerca de 20 artistas nacionais a atuarem para um público composto sobretudo por profissionais.

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