Em declarações à Lusa, o diretor do evento, João Carvalho, garantiu ter um “plano B e C”, caso se “intensifiquem os problemas”, apesar de a organização se ter precavido porque o festival “depende muito de geradores e veículos”, tendo como salvaguarda “camiões cisterna com gasolina”.

“Temos um plano A, B e C. O plano A é tudo correr naturalmente – e é o que tem acontecido –, ainda não tivemos de recorrer às reservas que temos no recinto. O plano B será a utilização dessas reservas e o plano C é ir a Espanha que é aqui ao lado. Temos tudo devidamente assegurado do ponto de vista da logística do festival”, afirmou.

A preocupação é com quem se desloca para a Praia Fluvial do Taboão, no distrito de Viana do Castelo, apesar de a chegada de autocarros estar a decorrer “naturalmente”, assim como a restante logística com “centenas de camiões” a chegarem ao local “sem qualquer atraso”.

“Em caso de rutura de ‘stock’, nós estamos garantidos. Para o bom funcionamento do festival, para os geradores e artistas estamos absolutamente garantidos. Preocupa-me mais pessoas que possam vir de cidades onde não haja gasolina e queiram chegar a Paredes de Coura e não o consigam fazer. Da parte das infraestruturas e o festival, isso está devidamente salvaguardado”, apontou João Carvalho.

O festival Paredes de Coura começa na quarta-feira e termina no sábado, contando com a presença de artistas como The National, Patti Smith, New Order, Father John Misty e Suede no cartaz de uma edição que tem os passes gerais esgotados, assim como os bilhetes diários para o primeiro dia.

A greve em curso foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), a que se associou o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Os motoristas reivindicam que a associação patronal ANTRAM cumpra o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100%, racionou os abastecimentos de combustíveis e declarou crise energética até às 23:59 de 21 de agosto, que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Num parecer solicitado pelo Governo, o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que o executivo “tem direito a fixar serviços mínimos indispensáveis” para satisfazer “necessidades sociais impreteríveis”.

Entende o Conselho Consultivo da PGR que “a requisição civil só deverá ser utilizada, excecionalmente, em situações em que o incumprimento ou o cumprimento defeituoso dos serviços mínimos sejam causadores de graves perturbações da vida social”.

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