“Natureza, trans formação e outras práticas sensíveis: a felicidade que nos aguarda. Daqui nos lançamos para compor uma série de probabilidades inesperadas, neste lugar de encontro que é o GUIdance, orientados pela luz interna do movimento e pelo contraste dos corpos singulares. Nesta edição, a trans formação em curso vai colocar-nos novos problemas e sugerir modos (mais) sensíveis de encarar o resgate da felicidade que nos foge”, pode ler-se na apresentação do festival de dança, patente no site da cooperativa A Oficina.

O festival, hoje apresentado em Guimarães, vai abrir no dia 2 de fevereiro, no Centro Cultural Vila Flor, com “BAqUE”, de Gaya de Medeiros, um espetáculo que se estreia na quinta-feira, no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

Um dia depois, a companhia Dançando com a Diferença apresenta as peças “Blasons” e “Doesdicon”, nas quais se junta aos coreógrafos François Chaignaud e Tânia Carvalho. No final, vai haver uma conversa com o diretor artístico da companhia, Henrique Amoedo.

A Dançando com a Diferença volta aos palcos, em Guimarães, novamente no Teatro Jordão, no dia 9 de fevereiro, com “Beautiful People”, numa colaboração com Rui Horta que se estreou em 2008, na Madeira, onde a estrutura está sediada.

"'Beautiful People' não esconde a deficiência, nem a embrulha em sentimentos de piedade. De certo modo, aquilo que Rui Horta faz é tornar mais visível a brutalidade e a injustiça com que a sociedade trata a pessoa com deficiência. Alguns gestos parecerão chocantes, como o corpo que é cruelmente lançado fora da cadeira de rodas", pode ler-se na sinopse no 'site' de A Oficina.

"O Dançando com a Diferença surgiu como um projeto-piloto no ano de 2001 na Região Autónoma da Madeira. Pretendia-se implementar atividades de Dança Inclusiva, inexistentes na Madeira naquela altura e anos depois constituiu-se como uma companhia profissional que, atualmente, tem vários objetivos destacando-se, entre eles a possibilidade de juntar em palco pessoas com e sem deficiências por uma só causa: Dançar", explica a companhia, na sua página.

No dia 7, vai ainda ser apresentado o registo integral do espetáculo “Endless”, seguindo-se uma conversa com Henrique Amoedo.

No âmbito do GUIdance, Henrique Amoedo vai fazer visitas a escolas do concelho, tal como Gaya de Medeiros.

No dia 4 de fevereiro, a Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães vai receber a estreia nacional de “Some Coreographies”, de Jacopo Jenna, que é “um diálogo entre a bailarina Ramona Caia e uma série de vídeos projetados de diferentes estilos de dança e sequências de movimentos”.

No mesmo dia, vão ser apresentadas mais duas obras: “Gran Bolero”, de Jesús Rubio Gamo, revisitação da composição de Maurice Ravel em estreia nacional, e “Silent Disco”, do teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser.

“Carcaça”, de Marco da Silva Ferreira, no dia 8, “Soirée d'études” (dia 10), do belga Cassiel Gaube, e “O Elefante no Meio da Sala” (dia 11), de Vânia Doutel Vaz, são outros espetáculos que completam o programa.

A encerrar o GUIdance 2023, no dia 11, o grande auditório do Centro Cultural Vila Flor recebe “Jungle Book reimagined”, da companhia de Akram Khan, que reimagina “O Livro da Selva” num “futuro próximo”, em que “uma família é separada ao fugir da sua terra natal devastada pelo impacto das mudanças climáticas”. Após o espetáculo haverá uma conversa com o coreógrafo britânico, que também dará uma ‘masterclass’ no dia 9.

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