A ação contra Weinstein, a Miramax, a Disney e membros da direção da Weinstein Company procura  englobar centenas de vítimas, detalharam os escritórios de advocacia Hagens Berman e The Armenta Law Firm, que representam as queixosas.

Weinstein agredia as suas vítimas sob "muitas formas: exibicionismo, apalpação, carícias, abuso, violência, privação de liberdade, tentativa de violação ou violação", diz a queixa.

Uma das autoras da ação, a atriz Melissa Thompson, que assegura ter sido violada em 2011 num quarto de hotel por Weinstein quando foi discutir um projeto de marketing com ele, foi encaminhada aos advogados Benjamin Brafman e Alex Spiro após a explosão do escândalo em outubro passado.

Thompson disse que os advogados fizeram com que ela acreditasse que eles representavam as vítimas de Weinstein, e ela entregou-lhes provas visuais e de áudio da suposta agressão. Acabaria depois por ser informada de que os dois trabalhavam para Weinstein.

Por isso, a ação inclui a Brafman & Associados na lista dos escritórios participantes da "empresa sexual Weinstein".

A segunda autora da ação, Caitlin Dulany, conheceu Weinstein na Miramax em 1996. O produtor tornou-se seu mentor, mas ela assegura que depois ele a agrediu sexualmente, a ameaçou e trancou-a no seu apartamento, e que fez o mesmo na sua suite de hotel durante o festival de cinema de Cannes. A atriz italiana Asia Argento já acusou Weinstein de a violar em Cannes em 1997.

Uma terceira queixosa, a canadiana Larissa Gomes, diz que se reuniu com Weinstein em 2000 para discutir oportunidades de trabalho em filmes da Miramax, e na segunda vez em que se encontraram, Weinstein trancou-a no seu quarto de hotel, tentou beijá-la e tocou nos seus seios.

"Weinstein pode ter sido algemado pela sua agressão a duas mulheres, mas trabalhamos para que a justiça seja feita às centenas de mulheres que foram exploradas para sua gratificação sexual e silenciadas pela sua rede de conspiradores", disse a advogada Elizabeth Fegan, sócia da Hagens Berman.

Esta é a terceira ação civil coletiva contra Weinstein da Hagens Berman desde o final de 2017.

Weinstein, de 66 anos, acusado de abuso, agressão sexual e violação por mais de 100 mulheres, garante que todos as relações foram consensuais.

Na próxima terça-feira, o produtor está disposto a declarar-se inocente de violação de uma jovem em 2013 e de sexo oral forçado com outra mulher em 2004, quando comparecer perante um juiz em Nova Iorque para ouvir a sua ata de acusação no âmbito criminal.

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