"Mezzanine", o terceiro álbum dos Massive Attack e um dos mais aclamados da banda britânica, foi editado a 20 de abril de 1998. Para asssinalar os 20 anos do disco que inclui singles como "Teardrop" ou "Inertia Creeps", o grupo de Bristol anunciou esta sexta-feira que vai converter ficheiros áudio digitais do alinhamento para um formato pouco associado à música: ADN.

De acordo com o comunicado da banda enviado à imprensa, esta será a primeira vez que um álbum é alvo de uma conversão para código genético. Além de celebrar o aniversário de "Mezzanine", a novidade "surge como resposta ao problema do armazenamento de informação que cresce a um ritmo acelerado em todo o mundo".

A transição do formato álbum para moléculas ADN, distribuídas por cinco mil pequenas esferas de vidro que não serão visíveis a olho nu, vai recorrer a tecnologia desenvolvida pela Universidade ETH, em Zurique. "Mezzanine" será assim o segundo maior ficheiro do mundo à base de ADN, a seguir a um outro desenvolvido pela Microsoft.

"Este método permite-nos arquivar a música por centenas ou milhares de anos", assinala Robert Grass, professor da instituição suíça, que acrescenta que o projeto deverá estar finalizado dentro de um ou dois meses.

O terceiro álbum dos Massive Attack foi o sucessor de "Blue Lines" (1991) e "Protection" (1994) e reforçou o papel da banda enquanto referência do trip-hop, género surgido no Reino Unido nos anos 1990 a partir de influências do hip-hop, do dub, da soul ou do R&B.

Videoclip de "Teardrop":

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