Fontes do Consulado de Espanha em Casablanca disseram à agência noticiosa espanhola EFE que o escritor, que estava muito fraco e sofria de várias doenças, morreu de “causas naturais” na sua casa.

Os reis de Espanha lamentaram a morte de Juan Goytisolo, considerando que a literatura está de luto, mas que a obra do escritor “acompanhará sempre” a língua espanhola, numa mensagem da Casa Real na rede social Twitter.

O ministro da Cultura, Inigo Mendez de Vigo, homenageou Goytisolo, comparando-o ao que é considerado o maior escritor espanhol, Miguel de Cervantes.

Nascido a 06 de janeiro de 1931 em Barcelona, Goytisolo recebeu o Prémio Cervantes em 2014 e o Prémio Nacional das Letras Espanholas em 2008, assim como o de Literatura Latinoamericana Juan Rulfo (2004), o Internacional Don Quixote de la Mancha (2010), o das Artes e Culturas da Fundação Tres Culturas (2009) e o Octávio Paz de Literatura (2002).

A sua obra inclui diferentes géneros, como a narrativa, história, reportagem, ensaio, memórias, tendo colaborado durante décadas no jornal El País, do qual foi correspondente de guerra na Chechénia e na Bósnia.

Goytisolo estudou direito em Barcelona e após a publicação dos seus primeiros romances viveu exilado em Paris, entre 1956 e 1969. Também viveu nos Estados Unidos, onde entre 1969 e 1975 foi professor de literatura em universidades das Califórnia, Boston e Nova Iorque.

Em Portugal foram publicados os livros “Paisagens Depois da Batalha” (1988) e “Espanha e os Espanhóis” (2008).

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