O diretor executivo da Associação Norte Cultural, que tutela a orquestra, referiu que a situação se deve a dificuldades de tesouraria que estão em vias de resolução.

Segundo José Bastos, o atual modelo de apoio estatal, através da Direção Geral das Artes, que considera “desadequado da realidade”, prevê que seja a tesouraria da associação a antecipar o pagamento dos salários aos seus trabalhadores.

“Temos de ter a capacidade de gerar receita, para conseguir antecipar o pagamento dos salários. Só depois somos ressarcidos desse montante”, explicou.

Referiu, depois, que “só agora estão reunidas as condições para proceder ao pedido de comparticipação” do primeiro trimestre do ano, o que, “eventualmente, permitirá receita em caixa para pagar os meses de abril e maio”.

À Lusa, recordou que ao longo dos dois últimos anos a associação apenas teve o Estado como fonte de financiamento.

Apesar dos constrangimentos à realização de eventos culturais em contexto de pandemia de COVID-19, os colaboradores, disse, “sempre receberam o seu salário”.

Desde 2018 que todos os músicos da Orquestra do Norte têm contratos de trabalho a tempo inteiro, uma “decisão estruturante, importante e fundamental na defesa dos direitos dos trabalhadores”, lembrou ainda.

A Associação Norte Cultural foi constituída em 1992, tendo como membros fundadores as câmaras municipais de Alijó, Bragança, Vila Real, Guimarães, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Montalegre, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Caminha, Chaves e Fafe.

A Fundação Casa de Mateus, a Fundação Cupertino de Miranda e alguns cidadãos também integraram o elenco de fundadores da associação.

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