“Num ano em que se comemoram 45 anos do 25 de Abril, abrimos a temporada com uma encomenda que fizemos ao Júlio Pereira que vai trazer um espetáculo único, montado unicamente para o Teatro Viriato, e vai reinterpretar a obra de Zeca Afonso com convidados de estilos diferentes de música”, anunciou a diretora da instituição, Paula Garcia.

Carlão, Camané, António Zambujo, Sara Tavares e Teresa Salgueiro acompanham Júlio Pereira no “No Embalo de José Afonso…” e a atriz Teresa Coutinho empresta a voz a textos da autoria deste cancioneiro português que também é autor de escrita sobre o feminino e “o tema mulher vai ser uma presença o longo do ano no Teatro Viriato”.

“Uma novidade importante é um novo trabalho ao abrigo da rede Viseu Dão Lafões”, uma rede com os parceiros da região em que, todos eles - ACERT, Cine Clube de Viseu e Teatro Regional da Serra do Montemuro - menos a Binaural, estão há mais anos no território em relação ao Viriato.

“’O Presente de César’ é uma peça de teatro gastronómico onde convidamos o Giacomo Scalisi por toda a relação que temos desenvolvido com ele e onde convidamos jovens atores que estão de regresso a Viseu, a Sofia Moura e o Gabriel Gomes, e o Graeme Pulleyn e o texto é uma encomenda ao Sandro William Junqueira, um original, sobre a região Dão Lafões e os portugueses e esta ideia de ir para o mar”, desvendou.

Outra estreia, com coprodução do Teatro Viriato é o trabalho de Rafaela Santos e de Fernando Giestas, de nome “Engolir Sapos”, uma peça que aborda “a etnia cigana que vive em Portugal e que [está] sempre muito arredada da sociedade, [e] é, no fundo, um espetáculo que fala na exclusão social”.

“Outro tema também recorrente na programação do Viriato é a questão da família e do poder e aí a Sónia Barbosa regressa com uma estreia, ‘Dmitri ou o pecado’, um novo momento do seu trabalho em torno da grande obra dos irmãos Karamázov de Fiódor Dostoiévski”, continuou.

Na vertente internacional, Paula Garcia destacou “três momentos muito fortes”, como o espetáculo “Lähtö”, da companhia WHS, sendo a primeira vez que o Viriato acolhe uma companhia finlandesa, e é em Viseu que se dá a estreia nacional. A obra depois vai ao Centro de Arte de Ovar e ao Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

“Outra companhia internacional, com uma oportunidade única de ver em Portugal, porque não tenho dados de que venham a mais algum sítio, é a companhia de um dos grandes coreógrafos europeus, o Marcos Morau, da La Veronal, em Espanha, e vem apresentar ‘Voronia’, que fala sobre este estado do mundo que parece estar a cavar novamente o fundo”, evidenciou.

O novo circo é o terceiro momento internacional, “vai ser numa tenda, será a última atividade de 2019 e acontecerá em parceria com a Câmara Municipal de Viseu”.

“Sobre este espetáculo ainda não há muito a dizer, mas em memória de um outro que foi espantoso e muito bom, com muito público, vai regressar um espetáculo do novo circo, em tenda” no Campo de Viriato.

A programação de ópera do Met, em Nova Iorque, mantém-se no Teatro Viriato, através das transmissões dos espetáculos.

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