O músico e pintor Pedro Barroso, de 69 anos, morreu hoje de madrugada num hospital de Lisboa, disse à agência Lusa o seu filho, também músico, Nuno Barroso.

Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou as condolências à família do músico Pedro Barroso.

"Revelado no programa televisivo `Zip Zip´, em 1969, gravou o seu primeiro EP no ano seguinte, e o primeiro álbum em 1976. Ativo, interventivo, enérgico, foi um dos `baladeiros´ antes da Revolução e, já depois do 25 de Abril, envolveu-se nos combates democráticos e nas campanhas de dinamização cultural", enaltece, na mesma nota.

Morreu músico Pedro Barroso, o último trovador português

O Presidente da República recorda a "carreira intensa" de Pedro Barroso, ao longo da qual "gravou dezenas de discos, com textos seus e de diversos poetas portugueses, colaborou musicalmente em encenações de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais e cantou um pouco por toda a parte", tendo ainda publicado livros e "um trabalho meritório nas áreas da saúde mental e da musicoterapia".

Marcelo Rebelo de Sousa refere ainda o concerto de despedida que se realizou "50 anos depois de sua estreia" em dezembro do ano passado, em Torres Novas.

"Pedro Barroso lembrou o que hoje lembramos: a sua voz, o seu empenho, a sua `violentíssima ternura´ ", enaltece.

"Homem de música e palavras", assim se definia o músico Pedro Barroso, também artista plástico, pintor, que morreu hoje, em Lisboa, aos 69 anos, depois de ter celebrado, em dezembro, 50 anos de carreira, num "concerto de despedida".

"Cesso atividade como músico, não me retirando obviamente, nem como homem das ideias, nem das artes, nem das palavras. E da diferença. Não abandono a intervenção crítica, nem a cidadania", escreveu então.

No passado dia 08 de março o seu filho, Nuno Barroso, deu conta, nas redes sociais, da entrada do músico num hospital de Lisboa, "em fase terminal".

Pedro Barroso deixou preparada a edição de um novo disco, intitulado "Novembro", pronto a sair "tão breve quanto possível", segundo o seu editor, Fernando Matias, que adiantou à Lusa que o CD inclui um dueto com o músico Patxi Andión, que morreu em dezembro último.

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