Pedro Barroso "foi um dos novos cantores-autores revelados no programa [televisivo] Zip-Zip em 1969", recorda a SPA. "Com José Jorge Letria [atual presidente da SPA] e António Macedo (já falecido) foi [também] um do cantores-atores da peça 'Breve Sumário da História de Deus', de Gil Vicente, levada à cena por Carlos Avilez, no Teatro Gil Vicente, em Cascais", em 1970.

"O disco com as canções desse espetáculo foi de imediato apreendido pela PIDE", a polícia política da ditadura do Estado Novo, vigorou até ao mês de Abril de 1974.

Definindo Pedro Barroso, e o seu percurso de 50 anos, com as próprias palavras do músico, que se definiu como "um porta canções, um artesão de canções", a SPA declara que vai "apoiar a edição pela Ovação do seu último disco", intitulado "Novembro", a sair em abril.

A cooperativa recorda que Pedro Barroso era seu associado desde 28 de fevereiro de 1975 e cooperador desde 28 de julho 1986.

Desempenhou as funções de vice-presidente do Conselho Fiscal da SPA, "após a mudança operada nas eleições de setembro de 2003, que se seguiram a 30 anos de presidência de Luiz Francisco Rebello".

A SPA salienta "o empenho de Pedro Barroso no processo de mudança operado na cooperativa" nessa altura, "e nos quatro anos seguintes".

Na nota de pesar, "a SPA lamenta não ter podido acolher os restos mortais do cantor-autor na despedida, como era seu desejo, porque a pandemia que afeta Portugal inviabilizou a utilização do seu auditório por razões ligadas à inconveniência do encontro de um grande número dezenas de pessoas, num espaço que por certo contribuiria para a propagação do vírus" associado à doença COVID-19, lê-se no comunicado divulgado hoje, pela cooperativa.

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