“Parabéns a Lídia Jorge pelo Prémio FIL de Literatura em Língua Românicas, o galardão máximo da @FILGuadalajara [identificação da página do evento, na rede social Twitter]! Merecido reconhecimento, por um júri internacional, de uma grande escritora portuguesa e do seu contributo para a literatura contemporânea universal”, disse António Costa no Twitter.

Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, sublinhou "a originalidade e subtiliza" de Lídia Jorge, na mensagem de felicitações à escritora, pela conquista do Prémio de Literatura em Línguas Românicas, hoje atribuído pela Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

"Este prémio, que assinala a originalidade e a subtileza do estilo literário de Lídia Jorge, junta-se aos demais prémios nacionais e internacionais já recebidos pela escritora, nomeadamente o Prémio Luso-Espanhol de Cultura, em 2014, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, em 2000, ou, ainda, o Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass, em 2006", assim como os prémios "portugueses mais importantes", como o D. Diniz e o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, acrescenta Graça Fonseca.

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A atribuição do prémio máximo da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL Guadalajara) "demonstra também o destaque que a literatura em língua portuguesa tem alcançado no panorama internacional, reconhecendo a originalidade e a mestria no estilo dos nossos autores", escreve a ministra da Cultura.

"Com uma obra vasta, que os géneros literários nunca conseguiram capturar [em exclusivo] por completo, a escrita de Lídia Jorge destaca-se pela qualidade, pela abrangência e pelo diálogo permanente com a experiência histórica e literária portuguesas", refere Graça Fonseca.

A ministra da Cultura cita ainda a autora, na sua mensagem: "'A escrita é redentora. A escrita faz com que o autor, independentemente do reconhecimento, tenha uma história de vida magnífica', história esta que vem consolidada com este Prémio", conclui Graça Fonseca.

Lídia Jorge foi distinguida na sexta-feira com o Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, de Literatura em Línguas Românicas.

O galardão mexicano junta-se ao Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro/2019 atribuído, em julho passado, à obra de Lídia Jorge.

Lídia Jorge

A autora, nascida há 74 anos em Boliqueime, no Algarve, foi já distinguida outros galardões, como o Grande Prémio de Literatura dst (2019), o Prémio Vergílio Ferreira (2015), o Prémio Luso-Espanhol de Cultura (2014), o Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006), o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d'Escritas (2002), o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (2000) e o Prémio D. Diniz da Casa de Mateus (1998).

Lídia Jorge é a 30.ª distinguida com o principal prémio de literatura da Feira de Guadalajara, e é o segundo escritor português distinguido, depois de António Lobo Antunes, em 2008.

Lídia Jorge estreou-se em 1980 com o romance "O Dia dos Prodígios".

Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro.

Os escritores brasileiros Ruben Fonseca, premiado em 2003, e Nélida Piñon, em 1995, são os outros autores de língua portuguesa distinguidos com o principal prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

Lídia Jorge sucede ao mexicano David Huerta, premiado em 2019.

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara, a segunda maior do mundo, no mercado livreiro, depois da feira de Frankfurt, na Alemanha, vai decorrer este ano de 28 de novembro a 06 de dezembro.

O prémio será entregue no dia de abertura da feira.

Portugal foi o país convidado da FIL de Guadalajara, na edição de 2018.

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