"Isto foi exagerado", disse à AFP Melissa Nold, que examinou o corpo e afirmou que seis agentes policiais de Vallejo, perto de São Francisco, atiraram no rosto, na garganta, no peito, na orelha esquerda, braços e ombros de Willie McCoy, de 20 anos, num restaurante no dia 6 de fevereiro.

"Não há provas que justifiquem esse nível de força e não há razão possível para que seja necessário atirar em alguém tantas vezes", acrescentou. "Era quase como se eles estivessem a praticar tiro ao alvo."

Nold disse que McCoy, que usava Willie Bo como nome artístico, estava na casa da família a gravar música quando decidiu ir a um restaurante da rede Taco Bell para jantar.

A polícia informou que recebeu uma ligação do estabelecimento sobre um Mercedes-Benz estacionado nas imediações com o motor ligado e um homem que parecia desmaiado, com a cabeça no volante.

Os agentes policiais notaram a arma no carro e estudaram o plano de ação quando McCoy acordou, procurou a arma e ignorou a ordem de "mãos ao alto".

"Temendo pela sua segurança, seis agentes policiais dispararam com as suas armas de serviço", disse a polícia de Vallejo em comunicado.

As autoridades também indicaram que a pistola foi carregada e havia sido reportada como roubada no Oregon.

Para Nold, que é ex-polícia, nada justifica essa resposta. "Esse é o tipo de força utilizada num tiroteio", insistiu, acrescentando  que, dadas as circunstâncias, os polícias poderiam ter tomado uma posição de defesa e acordado a vítima usando a sirene ou a corneta da patrulha.

"Se achavam que ele estava armado, porque é que ficaram à frente dele?", questionou.

A polícia de Vallejo não respondeu na quarta-feira ao pedido de comentários da AFP.

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