O concerto fechará o palco colocado debaixo da icónica pala do Pavilhão de Portugal e acontecerá quase em simultâneo com a atuação do trio norte-americano De La Soul, no MEO Arena, no último dia do SBSR.

“Foi tão importante para nós. Eu creio que foi a partir do ‘Psicopátria’ que nós nos tornámos verdadeiramente profissionais, em que assumimos que esta era a nossa vida. No ano a seguir ultrapassámos os cem espectáculos”, disse à agência Lusa o vocalista, Rui Reininho.

Depois de terem tocado o disco na íntegra, em março, no Teatro Rivoli, no Porto, os GNR voltam a interpretá-lo, “de fio a pavio”, em Lisboa, onde Rui Reininho acredita que o concerto será diferente.

Nos anos 1980, “os espectáculos do ‘Psicopátria’, mesmo aqui em Lisboa, foram muito importantes, [foram] os primeiros coliseus que fizemos. Está tudo ligado, os afectos”, afirmou.

Editado em setembro de 1986, “Psicopátria” é o quarto álbum de originais dos GNR e inclui “Bellevue”, “Efectivamente” e “Pós-Modernos”, temas mais conhecidos, mas também “Choque frontal”, “Dá fundo” e “Coimbra B”, instrumental.

Na altura, a banda já capitalizava o sucesso de “Dunas”, do disco anterior, e caminhava para essa viragem pop na carreira e que coincidiu também com a saída do guitarrista Alexandre Soares. A partir daí fixou-se o núcleo duro do grupo, com Rui Reininho, Jorge Romão e Tóli César Machado.

Trinta anos depois desse álbum, e 35 depois da formação dos próprios GNR, há sempre novos públicos – e públicos mais novos - a conquistar, embora hoje o modo de ouvir música seja muito diferente.

“Já passou um bocadinho de moda ouvir um disco de fio a pavio. Lembro-me dos triplos álbuns dos Yes e coisas assim. Hoje já me parece que as pessoas têm um ‘déficezito’ de atenção. Às vezes ao fim de vinte segundos as pessoas picam e mudam. Aqueles primeiros 45 minutos vão ser importantes e, se correr, bem vamos a penalties”, considerou Rui Reininho à Lusa.

Depois dos concertos de verão, ainda com as canções do álbum “Caixa Negra”, de 2015, os GNR terão no outono dois concertos especiais de celebração de 35 anos de carreira, que contarão com outros músicos que colaboraram com o grupo.

Os concertos serão a 5 de novembro no Multiusos de Guimarães e a 12 de novembro no Campo Pequeno, em Lisboa, e estão já confirmadas as presenças de Isabel Silvestre, que gravou com os GNR o tema “Pronúncia do norte”, e do espanhol Javier Andreu, uma das vozes de “Sangue oculto”.

O 22.º festival SBSR começou na quinta-feira e termina no sábado, no Parque das Nações.

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