Sandra Bullock e Harvey Weinstein nunca trabalharam juntos apesar de ela se ter tornado uma estrela mais ou menos ao mesmo tempo que ele consolidava definitivamente o poder com a produtora Miramax, respetivamente com "Speed - Perigo a Alta Velocidade" e o sucesso de "Pulp Fiction", de Quentin Tarantino, em 1994.

De facto, em quase 25 anos apenas é conhecida uma (má) fotografia com os dois, tirada na passadeira vermelha dos Óscares de 2011, onde ela ia apresentar a categoria de melhor ator após ter ganho no ano anterior por "Um Sonho Possível".

Não é coincidência: a atriz tinha ouvido rumores sobre o comportamento do famoso produtor e tinha medo de trabalhar com ele, fazendo tudo para o evitar.

"Tinha ouvido coisas sobre o Harvey e tinha medo dele. Não me pediram para fazer parte desse mundo. Aprendi muito cedo a deitar essas coisas abaixo para nunca virem na minha direção", comentou numa entrevista publicado no Sunday Times sobre os assédios.

"Apenas sabia aquilo que o Harvey queria que as pessoas soubessem e isso fazia-me ficar em fúria", acrescentou.

"As pessoas diziam 'Bem, sabes como é que ela conseguiu aquele papel? Foi para a cama com o Harvey’. E eu respondia, 'Calem-se. Não têm a certeza disso'", recordou.

"Depois, mais tarde, descobrir que essa mulher foi brutalmente atacada... elas não dormiram com o Harvey. O Harvey é que queria que as pessoas pensassem assim", concluiu.

As histórias que circulavam há muito tempo em Hollywood à volta de Harvey Weinstein foram desvendadas em outubro do ano passado nas investigações do The New York Times e The New Yorker.

Posteriormente, as denúncias ultrapassaramm a centena, desmentidas pelo produtor, que enfrenta agora acusações formais na justiça americana por assédio e violação relacionadas com duas mulheres.

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