Esta é “uma programação em permanente transformação” que, por um lado, “tenta criar espaços alternativos de apresentação dos artistas que estavam programados” e, por outro, “procura criar um lugar para projetos que se adaptam e respiram estes novos tempos”, explicou o Teatro Viriato à agência Lusa.

Apesar de não apontar números, referiu que, “considerando que a Direção-Geral das Artes e o município de Viseu, assim como outros parceiros, mantêm o seu apoio financeiro”, o impacto negativo da pandemia “reflete-se, no imediato, na redução da receita de bilheteira prevista para este ano, decorrente dos espetáculos que foram suspensos”.

Para já, foram canceladas nove atividades. Duas delas “foram suspensas pelos seus promotores”, concretamente o Festival Internacional de Música da Primavera (pelo Conservatório de Música Regional de Viseu) e o "The Met: Live in HD" (as transmissões em direto pela Metropolitan Opera House), acrescentou.

O Teatro Viriato tem estado a trabalhar com a Direção-Geral das Artes na reprogramação e no reagendamento das atividades previstas.

“Em diálogo com as companhias e os artistas” e “enquadrado pelas orientações da Direção-Geral das Artes e pela legislação aplicável”, o Teatro Viriato “tem procurado acompanhar, caso a caso, cada situação, cada artista (tanto o que já tinha o seu contrato público em execução, como aquele que [o] aguardava)”.

 A sua intenção – acrescentou - é respeitar o “circuito da criação artística, através de soluções individuais, mas também sustentáveis para todos”.

 “É possível perspetivar que muitas mudanças decorrerão desta crise e que teremos de estar à altura, que teremos de ser capazes de trabalharmos todos juntos para uma solução que abranja todos sem perder ninguém pelo caminho”, frisou.

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