"The Handmaid's Tale" explora uma América atormentada por um regime teocrático e retrógrado em que as mulheres férteis, muito raras, são reduzidas à condição de escravas destinadas à reprodução. A série produzida pela plataforma de streaming Hulu recebeu cinco prémios na edição do ano passado, incluindo o Emmy de Melhor Série Dramática e o de Melhor Atriz em Série Dramática para a protagonista Elisabeth Moss.

Esta adaptação de um romance de Margaret Atwood cristaliza os temores de muitos norte-americanos, especialmente em Hollywood, preocupados com a indicação pelo presidente Donald Trump de um juiz católico conservador à Suprema Corte.

Com 20 nomeações e três prémios já recebidos nos Emmys deste ano, incluindo de Melhor Atriz Convidada para Samira Wiley, "The Handmaid's Tale" pode brilhar na cerimónia que se irá realizar no Microsoft Theater, em Los Angeles.

"Acho que 'The Handmaid's Tale' vai ganhar. A série ecoa muitas das preocupações que as pessoas têm neste momento, acredito que será o seu ano", previu à AFP Tim Gray, editor-chefe da revista especializada Variety.

O site Gold Derby também aposta na série como a grande vencedora da noite.

Ausente no ano passado devido a um cronograma de exibição desfavorável, "A Guerra dos Tronos", produzida pela HBO, já recebeu sete prémios em categorias técnicas na semana passada no Creative Awards. A série lidera as nomeações (22),  à frente do "Saturday Night Live", que na última temporada contou com as  imitações de Donald Trump feitas por Alec Baldwin - premiado no ano passado, o ator foi novamente indicado para esta 70ª edição.

Em 2016, a saga "A Guerra dos Tronos" ganhou 12 prémios, tornando-se a série mais premiada desde a criação do evento em 1949.

Atlanta, Versace e Maisel

"The Americans", trama da FX sobre a KGB soviética durante a Guerra Fria e cuja sexta e última temporada terminou recentemente, também pode surpreender, assim como outros concorrentes de peso como o western futurista "Westworld" e seus andróides muito humanos (HBO) ou sucessos da Netflix ("The Crown", sobre a rainha Isabel II, e a série de fantasia  "Stranger Things").

"House of Cards", cuja produção foi prejudicada pelas acusações de agressão sexual contra Kevin Spacey, está fora da disputa.

Quanto à comédia, os 22 000 profissionais da Academia chamados a votar enfrentaram certo embaraço. Na ausência da sátira política "Veep", regularmente premiada, mas cuja exibição foi adiada devido aos problemas de saúde de Julia Louis-Dreyfus, ou "Roseanne", cancelada em junho após um tweet racista da sua estrela pró-Trump Roseanne Barr, "Atlanta" parece ter suas chances.

A série, que traz um olhar inusitado sobre a cena do rap na capital da Geórgia, foi premiada no ano passado, incluindo a vitória do seu ator principal e guionista Donald Glover, também conhecido como Childish Gambino.

Se as mulheres realmente estão em ascensão nesta temporada, "The Marvelous Mrs. Maisel", da Amazon, também pode contar com Rachel Brosnahan, nomeada na categoria de Melhor atriz em série de comédia.

Tanto artisticamente quanto estatisticamente, o elenco de "A Guerra dos Tronos" tem chances com a família Lannister: Lena Headey (Cersei), Nikolaj Coster-Waldau (Jaime) e Peter Dinklage (Tyrion) foram indicados, assim como sua inimiga jurada, Diana Rigg (Olenna Tyrell).

A equipa de "The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story" também pode completar a sua coleção: Penelope Cruz (Óscar em 2009 pelo seu papel em "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen), Edgar Ramirez (César por "Carlos", de Olivier Assayas) e o cantor Ricky Martin (dois Grammy pelos seus álbuns) estão na corrida.

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