A carreira de Jerry O'Connell começou logo com um clássico que marcou gerações. Aos 11 anos, o norte-americano foi escolhido para encarnar um dos protagonistas de "Conta Comigo" (1986), filme de Rob Reiner inspirado num livro de Stephen King que segue quatro amigos e é um dos mais aclamados sobre a infância.

"Na altura, o meu pai disse-me para não revelar a ninguém que estava a participar num filme porque provavelmente nem sequer iria chegar a estrear, uma vez que era um projeto independente... mas afinal correu muito bem", recordou o ator ao site The Tiny Protagonist.

Essa primeira experiência no cinema acabou por lhe abrir, nos anos seguintes, várias portas na televisão, onde se sucederam participações em séries e telefilmes, em paralelo com propostas para anúncios publicitários. Mas o ator garante que o seu quotidiano não era muito diferente do de outros adolescentes de Nova Iorque, cidade onde cresceu e na qual viria a formar-se em Cinema na New York University.

Conta Comigo (1986)

Entre 1988 e 1991, tornou-se uma presença mais reconhecível junto do grande público graças a "My Secret Identity", série familiar canadiana da qual foi protagonista, na pele de um adolescente que ganhava superpoderes.

Essa experiência antecipou, de certa forma, o contacto mais profundo com a ficção científica em "Heróis por Acaso" ("Sliders", no título original) a partir de 1995, num dos passos mais decisivos do seu percurso. A série de culto é muitas vezes apontada como uma das mais arrojadas dos anos 1990, ao acompanhar os protagonistas entre vários universos paralelos.

O'Connell manteve-se no elenco principal nas primeiras quatro de cinco temporadas, mas a experiência também lhe permitiu aventurar-se como realizador, argumentista e produtor. "A história era ótima. 'Ficheiros Secretos' estava na primeira temporada e sabia que a FOX [canal que desenvolveu a série] estava a fazer ficção científica fixe. Trabalhei muito para conseguir esse papel", explicou em entrevista ao site de fãs Slidecage.

Sliders

A participação na série também terá funcionado como alavanca para o regresso ao grande ecrã, em filmes tão diferentes como "Sexo, Baratas e Rock 'n' Roll" (1996), "Jerry Maguire" (1996), "Gritos 2" (1997) ou "Mal Posso Esperar" (1998).

A partir daí, manteve um contacto regular tanto com o cinema como com a televisão. Participou em "Missão a Marte" (2000), de Brian De Palma, e em várias comédias, de "Aposta de Solteiros" (2001) ou "Um Zero à Esquerda" (2002) a "Kangaroo Jack" (2003). Nas séries, destacou-se "A Patologista" (2001–2007), na qual fez parte do elenco principal ao encarnar o detetive Woody Hoyt ao longo de seis temporadas. No ano em que a série terminou, a sua vida pessoal ganhou um novo rumo após o casamento com a atriz e ex-modelo Rebecca Romijn.

Mais recentemente, Jerry O'Connell tem dado voz a personagens da DC Comics em filmes e séries de animação (de Capitão Marvel a Super-Homem) enquanto também tem surgido como ator convidado em "The Librarians", "Billions", "Scream Queens" ou "A Teoria do Big Bang". A ligação ao grande ecrã mantém-se em filmes como "Piranha 3D" (2010), "Scary Movie 5 - Um Mítico Susto de Filme" (2013) ou "Veronica Mars" (2014).

Em "Carter", o ator de 44 anos tem um dos maiores desafios dos últimos tempos, regressando a um papel protagonista. A produção que o junta a Sydney Tamiia Poitier e Kristian Bruun chega ao AXN a 5 de setembro, às 22h30, e acompanha Harley Carter, um famoso ator de Hollywood que protagoniza a série de detetives mais famosa dos EUA mas acaba por a abandonar, dedicando-se a uma investigação.

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