O Disney+, serviço de 'streaming' dedicado a filmes e programas da Disney, Pixar e Star Wars, entre outros, chega esta terça-feira (15 de setembro) a Portugal, bem como à Suécia, Finlândia, Bélgica, Luxemburgo e Dinamarca, incluindo a Gronelândia.

O serviço foi lançado pela Walt Disney Company nos EUA em novembro de 2019 e está a ser progressivamente alargado ao resto do mundo, estando já presente em cerca de 30 países, incluindo a maioria da Europa Ocidental, o Canadá, o Japão, a Índia, a Austrália e a Nova Zelândia.

O Disney+ integra conteúdo de todo o catálogo cinematográfico e televisivo dos estúdios Disney, incluindo as produções dos universos Marvel e Star Wars, bem como as do estúdio 20th Century Fox, que o império do Rato Mickey adquiriu em 2019, encaixando assim produções tão icónicas como as da National Geographic (que tem um destaque especial no serviço), séries como "Os Simpsons" (de que estão disponíveis todas as temporadas) e clássicos do cinema como "Avatar", "Música no Coração", "Sozinho em Casa" ou "A Idade do Gelo".

Além de todas estas marcas, há vários filmes e séries de produção exclusiva para o serviço, dos quais a mais popular tem sido a série "The Mandalorian", que já conseguiu transformar uma das suas personagens centrais, o popularmente designado Baby Yoda, num dos ícones mais célebres dos último anos.

No lançamento estão disponíveis mais de 600 filmes e 100 séries, abarcando animação, imagem real e documentário.

Segundo comunicado da Disney, "desde o dia do lançamento, os subscritores poderão usufruir da experiência Disney+ na maioria dos dispositivos móveis e 'smart tvs' [televisão inteligente], computadores, consolas de jogos e dispositivos de 'streaming'. Terão acesso a conteúdos de alta qualidade, sem anúncios, que poderão ver em até quatro ecrãs em simultâneo, 'downloads' ilimitados em até 10 dispositivos, recomendações personalizadas e com possibilidade de criar sete perfis de utilizador diferentes".

O Disney+ permite aos pais definirem perfis infantis, para que as crianças naveguem de forma intuitiva e tenham acesso a conteúdo apropriado para a sua faixa etária. O preço do serviço em Portugal é, a partir desta terça-feira (15), de 6,99 euros por mês e 69,99€ pela subscrição anual.

O mercado de streaming, dominado pela Netflix e os seus quase 200 milhões de assinantes em todo o mundo, é hoje em dia o passo inevitável dos grupos de media e tecnológicos. A Amazon também está presente com a Prime Video, e a Apple também lançou a sua própria plataforma, a Apple TV+.

A WarnerMedia (anteriormente Time Warner), comprada pela operadora de telecomunicações AT&T, também está em jogo com os serviços HBO e HBO Max (este lançado em maio de 2020), e a NBC Universal, pertencente à Comcast, também está em cena com o Peacock, também acabado de lançar nos EUA, em julho deste ano.

Um "test drive" ao serviço

Disney+

Pouco antes do seu lançamento em Portugal, o SAPO Mag teve oportunidade de pôr as mãos no Disney+ e testar o serviço, neste caso, a sua versão do Reino Unido, que tem ligeiras diferenças em relação ao catálogo em Portugal.

O serviço está disponível em apps para smartphones e tablets assim como na Apple TV e em SmarTVs Samsung e LG.

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A app divide de forma intuitiva o catálogo pelas chancelas da Walt Disney Company: Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic, mostrando um "look and feel" diferente e adaptado aos fãs quando se entra em cada uma delas.

Como os serviços de streaming anteriores, também o Disney+ trabalha com base na experiência do utilizador para lhe oferecer as melhores recomendações, mas aqui há alguns métodos de organização do conteúdo adaptados ao extenso catálogo da Disney.

Quem usa o Disney+ pode encontrar conteúdos organizados por coleções e ver, por exemplo, tudo o que há à volta de princesas Disney ou tudo o que está disponível do universo Phineas e Ferb.

E, claro, com um acervo tão extenso, o Disney+ ganha noutro aspeto: quase todos os conteúdos têm uma área de extras com vídeos de bastidores ou pequenos documentários sobre a produção que o utilizador está a ver.

Há ainda a possibilidade de criar perfis infantis. Serão poucos ou nenhuns os conteúdos que as crianças não possam ver, mas o perfil infantil muda completamente o aspecto da app e os conteúdos que mostra, adaptando-os às que serão mais naturalmente as preferências dos mais pequenos.

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O catálogo do Disney+ é orientado para toda a família por isso não tem filmes que, nos EUA, tenham tido a classificação etária de Restricted, de alguma forma equivalente ao M16 da classificação portuguesa. De fora do serviço ficarão assim títulos destinados a um publico exclusivamente mais adulto produzidos pela 20th Century Fox (a Disney nunca os produziu), como os filmes das sagas "Deadpool" ou "Kingsman", que nos EUA ficarão no serviço Hulu. De resto, a Disney já garantiu que, em breve, toda a produção do estúdio que já leva mais de 90 anos irá parar ao Disney+.

Assim, atualmente, podemos encontrar no serviço os filmes animados da Disney e da Pixar, tanto os feitos para cinema como para a televisão e para o mercado de home-video, bem como os filmes de imagem real que o estúdio produziu ao longo das décadas, que vão de clássicos como "20.000 Léguas Submarinas" e "Mary Poppins", às séries de fitas do carocha Herbie ou à mais recente saga dos "Piratas das Caraíbas" e a todas as versões em imagens foto-realistas dos clássicos contos de fadas, sem esquecer os mais recentes filmes dos Marretas.

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Também presentes estão as popularíssimas séries televisivas para a juventude, tanto as de imagem real como "High School Musical", "Hannah Montana", "Lizzie McGuire" e "Violetta" como as animadas como "A Casa do Mickey Mouse", "Kim Possible", "Jake e os Piratas da Terra do Nunca", "Patoaventuras" ou "Phineas e Ferb".

Do universo Marvel, além dos filmes filmes do Universo Cinematográfico Marvel (que só não inclui os do Homem-Aranha, cujos direitos estão na Sony, e "O Incrível Hulk", pertencente à Universal), o Disney+ conta ainda com os filmes da saga X-Men e várias séries televisivas, tanto em desenho animado como em imagem real, como "Agente Carter" ou "Runaways".

Do universo "Star Wars", marcam presença todos os filmes de longa-metragem e séries animadas como "Star Wars Rebels" ou "Star Wars A Resistência", e sob o selo National Geographic estão uma grande variedade de séries e filmes documentais, incluindo o recém-oscarizado "Free Solo".

Por via do catálogo dos hoje chamados 20th Century Studios, o Disney+ conta com séries como "Os Simpsons" (com todas as 30 temporadas) e filmes como "Música no Coração", "Avatar", "Sozinho em Casa", "À Noite no Museu" ou o recente "O Apelo Selvagem", com Harrison Ford, estreado em cinema em fevereiro de 2020.

Estrela da nova versão de

Ao longo deste primeiro ano do Disney+ foram lançadas várias séries e filmes originais, além de documentários e programas especiais. Antes da pandemia, a Disney previa investir mais de mil milhões de dólares em produção original até final 2020, valor que ultrapassaria os dois mil milhões em 2024, o primeiro ano em que está previsto o serviço dar lucro. Com o serviço a crescer cada vez mais face às restrições nas salas de cinema, é possível que esse número suba ainda mais.

O grande destaque do Disney+ em termos de produções originais tem sido "The Mandalorian", a série "Star Wars" de 10 episódios realizada por Jon Favreau ("Homem de Ferro", "O Livro da Selva"), que aborda histórias após "O Regresso de Jedi" (1983) e já se tornou um fenómeno de popularidade em parte devido à presença do irresistível Baby Yoda. Nomeada a 15 Emmys, tem a segunda temporada agendada para arrancar já a 30 de outubro. No lançamento do serviço em Portugal estão os primeiros dois episódios disponíveis e os seguintes serão lançados semanalmente.

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Entre os filmes originais produzidos diretamente para o Disney+, o maior destaque vai para o remake em imagens fotorealistas de "A Dama e o Vagabundo",  além de uma adaptação dos livros "Timmy Fiasco: Sempre a Meter Água" (realizado por Tom McCarthy, de "O Caso Spotlight), "Noelle" (com Anna Kendrick), "Togo" (com Willem Dafoe), "Stargirl" (com Grace VanderWaal) e a animação "Phineas e Ferb, o Filme: Candace Contra o Universo", a partir da série televisiva, e o documentário "Howard", sobre o malogrado compositor Howard Ashman, de filmes como "A Pequena Sereia" e "A Bela e o Monstro".

Nas séries, destaque para as curtíssimas "O Garfy Pergunta", com a personagem que mais brilhou no último filme da saga "Toy Story", e "SparkShorts", uma série de curtas de animação da Pixar destinadas a descobrir talentos e explorar novas técnicas, ou ainda para uma nova e muito criativa versão de "High School Musical".

Produzidos originalmente para cinema mas com entrada direta no Disney+ contam-se a muitíssimo elogiada adaptação do super-sucesso teatral "Hamilton", de Lin-Manuel Miranda, bem como os filmes "Artemis Fowl" e "O Único e Incomparável Ivan", estando a versão em imagem real de "Mulan" agendada para entrar em dezembro, sem custo adicional ao do serviço.

Também não faltam séries documentais, sendo duas das mais apetecíveis "A História da Imagineering", de Leslie Iwerks, que levanta o véu sobre as atracções dos parques temáticos Disney de todo o mundo, e "O Mundo Segundo Jeff Goldblum", em que o popular ator explora da sua forma muito peculiar temas como gelados, ténis ou tatuagens.

Para o futuro, em vários estágios de produção, estão várias produções originais, incluindo três novas séries do universo "Star Wars" (uma com Ewan McGregor centrada em Obi-Wan Kenobi, outra com Diego Luna focada em Cassian Andor, o protagonista de "Rogue One", e uma terceira em animação, "Star Wars: The Bad Batch") e diversas do universo Marvel: "Falcão & Soldado de Inverno”, com Anthony Mackie (Sam Wilson, o Falcão) e Sebastian Stan (Bucky Barnes, o Soldado de Inverno), "Loki", com Tom Hiddleston, "WandaVision", à volta da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany), e "Hawkeye" com Jeremy Renner como Clinton Barton, além de, ainda sem grandes detalhes, "Moon Knight", "She-Hulk" e "Ms. Marvel", sem esquecer a série animada "What if...", que explora o que aconteceria se determinados eventos centrais no universo dos super-heróis tivessem ocorrido de outra maneira.

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Em produção está também a série animada "Monsters at Work", a sequela em formato de série de "Monstros & Companhia", com Billy Crystal e John Goodman a regressarem como as vozes de Mike e Sullivan, e "Little Town", um spin-off da versão em imagem real de "A Bela e o Monstro", com Luke Evans e Josh Gad a regressarem aos papéis de Gaston e Lefou e com banda sonora de Alan Menken.

Nos filmes exclusivos, no futuro veremos remakes em imagem real de "A Espada Era a Lei" e "Lilo & Stich", bem como novas versões de "Três Homens e Um Bebé", "À Noite no Museu", "Diário de Um Banana", "À Dúzia é Mais Barato" e "Sozinho em Casa", com Archie Yates, o co-protagonista de "Jojo Rabbit", na personagem principal, e rumores de um adulto Macauley Culkin a regressar ao papel de Kevin McCallister.

O Disney + funciona numa ampla gama de dispositivos, incluindo consolas de jogos, aparelhos de "streaming" e "smart TVs". Também se ajustará à melhor experiência de visualização de alta definição baseada na largura de banda disponível do subscritor, com suporte para reprodução vídeo HDR 4K. Os clientes têm acesso a conteúdos sem anúncios, que podem ver em até quatro ecrãs em simultâneo, "downloads" ilimitados em até 10 dispositivos, recomendações personalizadas e com possibilidade de criar sete perfis de utilizador diferentes.

Significativamente, vai ser possível fazer o "download" para que todo o conteúdo possa ser visto pelos subscritores "offline".

O Disney+ está disponível em Portugal a partir desta terça-feira, 15 de setembro.

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