"Fechámos o acordo na sexta-feira. Era um dossiê complexo", afirmou o gestor, garantindo que o acordo decorreu de forma positiva, garantindo à RTP "a valorização dos seus conteúdos, a solidez das receitas comerciais e a estabilidade da área de negócio de distribuição" no mercado português.

O acordo para a distribuição dos canais da RTP na rede cabo da MEO é por três anos - vigora entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018 - e este prazo partiu da iniciativa da RTP, já que anteriormente os contratos tinham uma duração anual.

"Este é um acordo global", disse, envolvendo os canais generalistas, os temáticos e as rádios, além da RTP1 em HD (alta definição).

Este acordo "dá-nos um enquadramento estável e previsível", afirmou Gonçalo Reis, nomeadamente "estabilidade desta área de negócio".

Questionado sobre os valores do acordo, o presidente do Conselho de Administração da RTP escusou-se a adiantar montantes. "Não posso falar das condições financeiras [por razões de confidencialidade], mas [o contrato] assegura uma remuneração adequada à RTP que permite a estabilidade das receitas" na área da distribuição em Portugal.

"A evolução das receitas está completamente estabilizada na área de negócio de distribuição nacional por cabo", reforçou.

"Este acordo resolveu todos os pontos" que estavam em aberto com a Altice, incluindo o tema da remuneração dos canais em aberto (gratuitos).

"O assunto está encerrado a bem", concluiu.

A área da distribuição nacional representa para a RTP cerca de 20% das receitas comerciais globais da RTP.

Além da RTP, estavam também a negociar o contrato com a Altice a TVI e a SIC.

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