Nascido no Faial, em 1946, devido à profissão do pai britânico, engenheiro de telecomunicações, Christopher Hampton cresceu em várias cidades do mundo acompanhando o ofício paterno, fixando-se aos 13 anos em West Sussex. Foi em Inglaterra que se iniciou como dramaturgo, com uma carreira de enorme prestígio com um ponto alto na peça “Ligações Perigosas”, cuja adaptação ao cinema, realizada por Stephen Frears, lhe valeria o Óscar de Melhor Argumento Adaptado em 1988.

Em 2007, Hampton foi nomeado pela segunda vez ao Óscar pela adaptação do romance “Expiação”, de Ian McEwan, e a terceira nomeação traduziu-se agora num segundo Óscar, por “O Pai”, a meias com o francês Florian Zeller, o autor da peça original e que realizou o filme. Hampton já tinha traduzido a peça para inglês e por esse facto juntou-se a Zeller na adaptação para cinema.

Já foi anunciado que Zeller e Hampton vão voltar a colaborar na adaptação ao cinema de “The Son”, uma espécie de sequela espiritual de “O Pai”, que será protagonizado por Hugh Jackman e Laura Dern.

Em 2016, Hampton regressou pela primeira vez a Portugal, para participar no festival internacional de artes Azores Fringe, no Faial, onde nasceu.

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