Nesta segunda edição do
Ciclo «Cinema no Terraço» serão apresentados documentários dedicados a música não Ocidental produzida sem filtros ou, pelo menos, sem as condicionantes dos métodos de produção Ocidental.

Esta quarta-deira, dia 16 às 22h, será exibido
«OULED BAMBARA - PORTRAITS OF GNAWA» de
Caitlin Mcnally.

A música Gnawa é uma das formas de tradição ritual conhecida em Marrocos como Tagnawit – «o ofício da Gnawi». Os Gnawa são os praticantes desta tradição, sejam eles os músicos ou os iniciados e clarividentes, que apadrinham cerimónias de transe musical. Os seus rituais de cura são intersecções com o poderoso Mluk, o mais feroz dos espíritos Djinn, que as outras ordens Sufi evitam.

Alguns consideram os Gnawa como uma subclasse na sociedade marroquina mas eles têm, ainda assim, um papel vital na sua vida espiritual. Filmado e gravado em Marraqueche em 2005,
«Ouled Bambara: Portraits of Gnawa» é uma exploração deste papel através dos perfis de alguns dos seus mais talentosos músicos.

Dia 23, passa
«SUMATRAN FOLK CINEMA» de
Mark Gergis e
Alan Bishop seguido de concerto de Margarida Garcia & Barry Weisblatt

«Sumatran Folk Cinema», um filme de Mark Gergis e Alan Bishop, é uma colagem psicadélica de imagens e sons filmados na âmago da cultura da ilha de Sumatra, com o ênfase principal na música.

Registos de música clássica rock Dangdut, cenas de ruas, excertos televisivos, Orquestras Minang, mercados nocturnos, uma variedade de músicos folk e artefactos auditivos e visuais fazem destes 60 minutos de filme uma experiência caleidoscópica com uma banda sonora épica.

A Sumatra situa-se no ponto mais a Noroeste do arquipélago Indonésio. Os seus 40 milhões de habitantes são maioritariamente muçulmanos e a linguagem oficial é o Indonésio.

A maior parte do filme foi rodado em duas semanas em Agosto de 2004 nas localidades de Medan, Padang, Bukitinggi e Padang Panjang. Este documentário mostra-nos uma variedade de músicos de rua, performances em clubes nocturnos, grupos de folk e eventos ocasionais que rodeiam os músicos na sua vida.

A 30 de Junho pode ver
«SUR LES TRACES DU BEMBEYA JAZZ» de
Abdoulaye Diallo.

Em 1961, numa pequena aldeia no meio da floresta tropical Guineense, é formado um grupo de música. Esta banda em breve se tornará uma das maiores orquestras da África moderna. É
Bembeya Jazz.

Esta orquestra, que simboliza a revolução do guineense Ségou Touré, conseguiu abalar todo o continente africano com a sua música.

Quarenta anos depois, voltamos às suas raízes. Para além das dificuldades, o «mistério Bembeya» ainda sobrevive: a lenda continua!

As sessões são sempre às 22 horas e as entradas custam 2 €.

Galeria Zé dos Bois – Terraço

Rua da Barroca, 59

Actividades para M/16 anos

+ info:
www.zedosbois.org

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