O realizador de cinema argentino Héctor Babenco, naturalizado brasileiro, morreu na quarta-feira à noite, vítima de ataque cardíaco, aos 70 anos.

A informação foi confirmada à agência AFP por fonte do hospital Sírio Libanés, sem revelar detalhes.

De acordo com a imprensa, que cita fontes ligadas à produtora do cineasta, o realizador tinha sido internado na terça-feira para um procedimento cirúrgico e parecia estar bem, mas no dia seguinte não resistiu a uma parada cardíaca.

Nascido em Mar del Plata em 1946, Babenco foi nomeado para o Óscar de Melhor Realização por "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), baseado no livro do mesmo nome do argentino Manuel Puig.

A longa-metragem também foi candidata nas categorias de melhor filme, argumento adaptado e ator, rendendo uma estatueta ao norte-americano William Hurt.

Babenco morava no Brasil desde meados dos anos 1960, tendo-se naturalizado em 1977.

Entre seus filmes mais conhecidos estão "Pixote: A Lei do Mais Fraco" (1981), que lhe abriu as portas do cinema internacional, e "Carandiru" (2003).

Também dirigiu "Estranhos na Mesma Cidade" (1987), que também valeu nomeações para os Óscares aos atores Jack Nicholson e Meryl Streep, e "A Brincar nos Campos do Senhor" (1991).

O seu último filme, lançado no início de 2016, foi "My Hindu Friend", com William Dafoe como protagonista.

Com elementos autobiográficos, a longa-metragem foi inspirada na experiência do cineasta quando foi diagnosticado com um cancro linfático e teve que se submeter a um transplante de medula óssea.

"Não é uma biografia. Não se pode ser objeto inspirador da própria obra. Há elementos na personagem de William Dafoe que se parecem com o que passei, mas é uma história de ficção", disse, ao apresentar o filme no Rio de Janeiro no início do ano.

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