"Shazam!", "Hellboy" e "After" estão em exibição nas salas de cinema de todo o mundo com ambições para se fazerem mais filmes nos próximos anos, mas os resultados de bilheteira reservaram más notícias para um deles.

"After", a estreia da adaptação ao cinema do "bestseller" de amor adolescente de Anna Todd, está a ser um fracasso nos EUA, mas está a ser forte o impacto noutros países por onde passaram a escritora e os atores Josephine Langford e Hero Fiennes-Tiffin numa intensa campanha de promoção: estreou em primeiro lugar em vários países, incluindo Portugal (53.602 espectadores), Itália, Alemanha, Grécia, Polónia, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Argentina, África do Sul,

Nos EUA, onde ficou pelo oitavo lugar, com 6,2 milhões de dólares, os analistas apontam que foi um erro a campanha de marketing concentrar-se principalmente nas plataformas digitais e não investir mais em televisão.

Graças ao custo de 14 milhões e ao sucesso internacional, parece provável que os outros livros cheguem ao cinema.

Sequela é algo que não está em dúvida para "Shazam!", o novo super-herói da DC Comics interpretado por Zachary Levi: a menos de duas semanas da estreia provavelmente demolidora de "Vingadores. Endgame", o filme manteve o primeiro lugar nas bilheteiras americanas, com 25,1 milhões de dólares.

O orçamento, na ordem dos 80 milhões, ficou substancialmente abaixo do que é habitual no género e com receitas à beira dos 100 milhões nos EUA e 221 milhões a nível mundial, a imprensa especializada já confirmou os planos para o segundo filme, onde, além dos atores (incluindo Mark Strong como o vilão), regressam o argumentista Henry Gayden e o realizador David F. Sandberg.

Surpreendentemente, o segundo lugar nas bilheteiras americanas não foi para "Hellboy", mas para a estreia de "Little", com 15,5 milhões, o que é considerado uma vitória para a diversidade em Hollywood, pois tanto à frente como atrás das câmaras estão mulheres afro-americanas.

A comédia usa ao contrário o conceito de "Big", o filme que tornou Tom Hanks uma estrela em 1987: aqui, uma milionária da tecnologia (Regina Hall) tem a oportunidade de reviver a vida de quando era mais nova (Marsai Martin) numa altura em que as pressões da vida adulta se estão a tornar demasiado grandes.

A seguir, apenas 12 milhões, surge finalmente a nova versão das novelas gráficas de Mike Mignola, realizada por Neil Marshall e com o ator David Harbour (da série "Stranger Things") como o novo super-herói nascido nas profundezas do inferno.

Muito abaixo dos 17 a 21 milhões inicialmente projetados e prejudicado pelas más críticas, já é considerado um fracasso de bilheteira pelos analistas, o que deve deitar por terra os planos para "Hellboy 2".

O resultado é uma grande ironia pois ficou muito abaixo dos arranques dos dois filmes do realizador Guillermo del Toro e Ron Perlman de 2004 e 2008, que apesar de terem corrido bem no mercado de vídeo, não satisfizeram o estúdio, que optou por abandonar os planos para um terceiro filme com a dupla e recomeçar outra vez.

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