Lembra-se da cena do primeiro filme da saga "Star Wars" na qual Luke Skywalker falha a primeira tentativa de destruir a Estrela da Morte? E do dróide C-3PO a perseguir o seu amo pelas escadas da sua casa no deserto do planeta Tatooine?

Certamente que não, porque ambas fazem parte das muitas e improvisadas mudanças, por conta de restrições no orçamento, tempo escasso ou limitações tecnológicas, que foram feitas durante a produção do filme que deu origem à série intergalática, criada por George Lucas.

Os criadores dos efeitos visuais da aventura de ficção científica que estreou em 1977, reunidos na quinta-feira na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Beverly Hills, recordaram como levaram para o ecrã as ideias do realizador e fizeram uma comparação do trabalho à base de modelos em escala com as ferramentas digitais utilizadas de hoje.

"A tecnologia e as técnicas dos anos 1970 limitaram consideravelmente o modo como os planos foram encenados", disse John Knoll, diretor criativo da Industrial Light and Magic (ILM), a empresa especializada em efeitos especiais, subsidiária da Lucasfilm.

Como exemplo, mencionou o traje de C-3PO, o robô dourado amigo de R2-D2, com o qual o ator Anthony Daniels mal podia se mexer e que obrigou a eliminar cenas nas quais deveria seguir personagens humanas por escadas. Já no filme "Rogue One: Uma História Star Wars" (2016), a participação de C-3P0 foi completamente gerada por computador.

No clímax do primeiro filme, rebatizado depois como "Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança", quando Luke destrói a Estrela da Morte, estava prevista uma primeira tentativa fracassada do protagonista.

Mas, seguindo os conselhos da editora do filme Marcia Lucas, à época esposa do realizador, a equipa decidiu eliminar completamente essa sequência.

"A ILM ficou feliz porque não tinha que fazer a metade das cenas, lembrou Marcia Lucas. "Economizámos um pouco de dinheiro!"

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