A fusão da WarnerMedia com a Discovery Inc. está a levar a uma revolução na produção para cinema e nas plataformas da Warner Bros e da HBO Max. David Zaslav, o novo responsável pela agora designada Warner Bros. Discovery, assumiu a missão de aliviar os três mil milhões de dólares de dívida das várias divisões e tem rejeitado a estratégia da gestão anterior, que em 2021 lançou todos os filmes em simultâneo em sala e na plataforma HBO Max, incluindo “blockbusters” como “Dune- Duna”, “Godzilla vs. Kong” ou “Matrix Revolutions”.

O lançamento em sala de cinema parece ter voltado a ser uma prioridade e tudo indica que “Batgirl” e “Scoob! Holiday Haunt”, com orçamentos médios e pensados para estreia na plataforma HBO Max, foram apanhados no meio das novas decisões.

“Batgirl” é protagonizado pela atriz Leslie Grace, de ascendência dominicana, com J.K. Simmons no papel de Comissário Gordon e Michael Keaton a voltar ao papel de Bruce Wayne/Batman, que o imortalizou no clássico de Tim Burton de 1989. O filme é realizado pela dupla Adil El Arbi e Billal Fallah, que assinou o blockbuster “Bad Boys para Sempre” e tinha um orçamento de cerca de 70 milhões de dólares. “Scoob! Holiday Haunt” é uma sequela de “Scooby!”, realizada por  Bill Haller e Michael Kurinsky, que tinha um orçamente do 40 milhões de dólares e estreia prevista para dezembro de 2022 na HBO Max.

Em comunicado, a Warner Bros Discovery justifica que “a decisão de não lançar “Batgirl” reflete a mudaça de estratégia da nossa liderança no que diz respeito ao Universo DC e à HBO Max. A Leslie Grace é uma atriz incrivelmente talentosa e esta decisão não tem nada a ver com a sua interpretação. Estamos incrivelmente agradecidos aos cineastas de “Batgirl” e “Scoob! Holiday Haunt” e aos seus respetivos elencos e esperamos voltar a colaborar com todos num futuro próximo”.

Segundo os analistas, para estes filmes poderem estrear em cinema, os seus orçamentos teriam de ser muito aumentados e seria necessário gastar ainda mais cerca de 80 milhões de dólares em publicidade. O cancelamento tornar-se-ia também atrativo pela possibilidade de uma manobra de contabilidade permitida pela mudança de mãos da empresa e que só poderia ser feita até meados de agosto, e que permitiria que as perdas incorridas pelo cancelamento dos dois projetos não fossem imputadas à atual Warner Bros Discovery.

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