A ficção "Technoboss" (foto), sobre um homem a caminho da reforma, e o documentário "Bostofrio", de um realizador à procura do passado familiar, estreiam-se hoje nos cinemas portugueses.

Depois de ter tido estreia mundial no Festival de Cinema de Locarno (Suíça) e de ter encerrado o festival DocLisboa, "Technoboss", de João Nicolau, chega aos cinemas portugueses, assinalando a estreia do ex-programador cultural Miguel Lobo Antunes na representação aos 71 anos.

Em "Technoboss", Miguel Lobo Antunes é Luís Rovisco, diretor comercial de uma empresa de aparelhos de segurança que está à beira de se reformar. Passa grande parte do tempo dentro do carro, em viagem, cantando os males da vida, até que se apaixona.

À agência Lusa, Miguel Lobo Antunes garantiu que não é ator, nem vai continuar a ser e que decidiu entrar no filme por confiar em João Nicolau: "Ele disse que eu era capaz de fazer. Eu sou uma criação dele".

"Assim como no filme o aparecimento de Lucinda [uma das personagens] salva o Luís Rovisco - que estava a ficar incomodado com a situação de reforma e passa a ter uma vida nova - na minha vida, aparecer este filme dá-me outra vida aos 70 anos", disse.

Também à Lusa, João Nicolau sublinhou que queria fazer um filme sobre um homem num carro e que só depois de escolher Miguel Lobo Antunes num 'casting' é que decidiu que a personagem seria alguém à beira da reforma.

Aos cinemas chega hoje também o documentário "Bostofrio, où le ciel rejoint la terre", primeira obra de Paulo Carneiro e que integrou em 2018 o festival IndieLisboa.

Paulo Carneiro rumou à aldeia transmontana de Bostofrio (Boticas) em busca de respostas para uma história familiar, de um avô paterno que não perfilhou os filhos. É o mote para este filme que, ao mesmo tempo, regista a vida rural numa aldeia com pouco mais de 30 habitantes, profundamente ligada à terra.

No filme, o realizador está quase sempre presente no enquadramento, conversando com os habitantes em casa ou no campo, desenrolando o novelo da história dos avós paternos, sobre a qual pouco conhecia.

À Lusa, Paulo Carneiro explicou que quis fazer o filme para o pai, mas ao mesmo tempo confronta o espectador com a dinâmica de uma aldeia com uma riqueza de território, de língua e vocabulário.

As sessões de "Bostofrio" serão antecedidas da curta-metragem "Cinzas e Brasas" (2015), de Manuel Mozos, protagonizado por Isabel Ruth e inspirado no romance "Campo de Sangue", de Dulce Maria Cardoso.

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