Os proprietários das obras de Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, processaram a Netflix por alegada violação de direitos de autor na sua recente produção sobre o famoso detetive.

"Enola Holmes", protagonizado por Millie Bobby Brown é uma adaptação da Netflix de uma série de romances de Nancy Springer que imaginam que o famoso detetive tem uma irmã adolescente.

Ainda com Henry Cavill (como Sherlock), Sam Claflin (o irmão Mycroft) e Helena Bonham Carter (a mãe dos irmãos), o filme era para estrear nos cinemas, mas o estúdio Warner Bros optou por vender os direitos à Netflix em abril por causa da COVID-19.

Embora outro caso judicial tenha determinado que os primeiros romances de Holmes são de domínio público, o novo processo alega que o detetive só expressou sentimentos em relação às mulheres nos últimos dez livros, que permanecem sob o controlo da família de Arthur Conan Doyle.

"Holmes ficou mais simpático. Conseguiu estabelecer uma amizade. Podia expressar emoções. Ele começou a respeitar as mulheres", diz o processo, apresentado na terça-feira no tribunal federal do Novo México.

O processo alega que Holmes apenas mostra os seus sentimentos nos romances finais, argumentando que a descrição de Springer e a adaptação da Netflix violariam os seus direitos de ator.

Também refere que, quando Doyle escreveu os romances mais recentes, tinha perdido o irmão e o filho mais velho na Primeira Guerra Mundial.

"Não era mais suficiente que o personagem de Holmes fosse a mente analítica e racional mais brilhante. Holmes precisava ser humano", destacam.

O processo alega que, além de usar personagens publicamente disponíveis, os romances de Springer copiam as novidades originais de Arthur Conan Doyle em histórias ainda protegidas por direitos de autor.

"Entre outros elementos copiados, os romances de Springer fazem uso extensivo da transformação de Holmes de Conan Doyle de frio e calculista em simpático, respeitoso e amigável nos seus relacionamentos", avançam.

Além da Netflix, o processo também envolve a escritora Nancy Springer, a sua editora Penguin Random House e a produtora do filme, a Legendary Pictures.

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