O festival abriu no passado dia 7 e apresentou, fora de competição, as longas-metragens "São Jorge", de Marco Martins, e "O Ornitólogo", de João Pedro Rodrigues, já estreadas em Portugal e que prosseguem agora o caminho internacional.

A estes filmes, o festival de Sidney juntou ainda "A floresta das almas perdidas", de José Pedro Lopes, que se estreou este ano no Fantasporto e só chegará às salas portuguesas de cinema após o verão.

Na Austrália esteve também o documentário "Ama-San", de Cláudia Varejão, num programa dedicado a vozes femininas da Europa, e "Porto", filme do realizador brasileiro Gabe Klinger, rodado em 2015 no Porto, coproduzido por Portugal.

O Festival de Cinema de Sidney, que existe há mais de 60 anos, atribuiu o prémio máximo, em 2015, ao tríptico "As mil e uma noites", de Miguel Gomes, e a "Aquarius", do brasileiro Kléber Mendonça Filho, em 2016.

Os filmes em competição este ano incluem "The Beguiled", que deu o prémio de melhor realização de Cannes, em maio, à norte-americana Sofia Coppola, "Félicité", do senegalês Alain Gomis, Urso de Prata no festival de Berlim, em fevereiro, e "Happy End", do austríaco Michael Haneke, realizador de "Amor", que também foi selecionado para Cannes.

"I Am Not Your Negro"/"Não sou o teu negro", do haitiano Raoul Peck, que retoma a derradeira e inacabada obra do escritor negro norte-americano James Baldwin, é outro dos candidatos ao galardão máximo do festival de Sidney, que tem por objetivo distinguir obras "audaciosas e inovadoras".

"On Body and Soul", da cineasta húngara Ildikó Enyedi, vencedora do Urso de Ouro em Berlim, e "The Other Side of Hope", do finlandês Aki Kaurismäki, que também conquistou o prémio de realização em Berlim, "My Happy Family", da georgiana Nana Ekvtimishvili, distinguida em Hong Kong, e "Pop Aye", de Kirsten Tan, originária de Singapura, premiada em Roterdão e Sundance, são outros filmes em competição.

A estes juntam-se "Una", filme de estreia do encenador australiano Benedict Andrews, "The Untamed", que deu o Leão de Prata de melhor realização a Amat Escalante, em Veneza, "We Don't Need a Map", de Warwick Thornton, e "Wolf and Sheep", primeira longa-metragem da afegã Shahrbanoo Sadat, sobre uma comunidade remota no seu país de origem.

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