Nesta sétima edição, que começa no dia 23 de novembro, haverá mais de 50 filmes, escolhidos entre 400 submetidos, com a organização a alargar os limites geográficos e temáticos para lá da linha do Mediterrâneo, "com histórias que vão desde a Polónia à Coreia do Sul, da Libéria ao Afeganistão, passando por locais virtuais e imaginários", lê-se no programa oficial.

Por causa da COVID-19, a programação estará dividida entre sessões em sala, no cinema São Jorge, em Liboa, e projeção online, na plataforma Filmin Portugal.

A abertura será por conta do filme "God exists, her name is Petrunya", de Teona Strugar Mitevska, e o encerramento será com "La hija de un ladrón", de espanhola Belén Funes. Os dois filmes ficam de fora da competição oficial.

Da restante programação, haverá oito curtas-metragens de produção ou coprodução portuguesa, como "Cellfie", de Débora Mendes, "Being Uncanny", de Filipa Alves e Maria Barbosa, e "Teus braços, minhas ondas", de Débora Gonçalves.

Destaque ainda, por exemplo, para o documentário "The Bush School", que será apresentado com a presença da realizadora, Emanuela Zuccalà, e que dá voz a três ativistas liberianas contra a mutilação genital feminina, que é legal na Libéria.

A realizadora Benedetta Argentieri também apresentará no festival o filme "I am the revolution", que conta a história de três mulheres que lutam pela liberdade e igualdade de género no Médio Oriente.

"Durante uma intensa semana de filmes, mesas redondas, 'masterclasses' e 'workshops', partilharemos experiências sobre como promover o trabalho das mulheres na indústria cinematográfica e debateremos a opção de promover alterações sociais através dos filmes e festivais de cinema", afirmam as diretoras no programa.

Este ano, lançarão o projeto "Awareness and Empowerment", em parceria com outros países e que consiste na criação de uma rede de festivais de cinema e formação de professores e alunos para as questões da participação das mulheres na indústria cinematográfica.

O projeto conta com financiamento da fundação Anna Lindh e envolverá parceiros de Espanha, França, Itália, Líbano, Marrocos, Palestina e Turquia.

Estão previstos debates e seminários no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, de partilha de experiências entre mulheres que trabalham em cinema, sobre igualdade de género e oportunidades de trabalho.

O festival Olhares do Mediterrâneo, que terminará no dia 29, é uma iniciativa do grupo Olhares do Mediterrâneo e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia, e é dirigido por Antónia Pedroso de Lima, Sara David Lopes e Silvia di Marco.

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