Aos primeiros sinais de sucesso a nível internacional, juntou-se o mercado que faltava: "Godzilla vs. Kong" arrecadou 48,5 milhões de dólares [41, 16 milhões de euros] nos primeiros cinco dias de estreia nos cinemas americanos.

O filme também com Alexander Skarsgård, Millie Bobby Brown e Rebecca Hall foi lançado em 3064 ecrãs (o maior de sempre durante a era da pandemia) e apesar de funcionarem com capacidade limitada, o valor bateu todas as previsões de Hollywood, superando o recorde dos 20,2 milhões de dólares também em cinco dias de "Tenet" no início de setembro do ano passado.

Ao mesmo tempo, a anunciada luta entre os dois monstros do cinema também atingiu os 200 milhões a nível internacional em 12 dias, metade do tempo que precisou o filme de Christopher Nolan. A nível mundial, as receitas chegaram aos 285,4 milhões até domingo [242,2 milhões de euros].

O resultado beneficia da combinação entre um grande "blockbuster", a reabertura das salas nos importantes mercados de Los Angeles e Nova Iorque, o período festivo da Páscoa e o otimismo com a campanha de vacinação e decréscimo de casos COVID-19 nos EUA.

O valor é considerado um grande sinal de que as pessoas não querem ver filmes só em casa e o negócio do cinema não será extinto pela pandemia.

Os analistas comentam que as receitas de bilheteira ainda seriam maiores se o filme não estivesse disponível ao mesmo tempo na HBO Max.

Sem divulgar valores, um responsável da WarnerMedia revelou que as audiências nos primeiros quatro dias superaram as de qualquer outro filme ou programa desde o lançamento da plataforma de streaming.

"Godzilla vs. Kong" é o quarto capítulo da saga dos monstros, após "Godzilla" (2014), "Kong: Ilha da Caveira" (2017) e "Godzilla II: Rei dos Monstros" (2019).

Numa nota de ironia, o filme de 2019 tinha arrecadado 47,8 milhões nos primeiros três dias, o que foi considerado uma desilusão e sinal de fadiga da saga.

Agora, a sequela cuja venda à Netflix chegou a ser ponderada está a ser um passo para o regresso de Hollywood e das pessoas aos cinemas após a pandemia.

"Godzilla vs. Kong" é "uma forma das pessoas se reintroduzirem lentamente num ambiente social. Voltar aos cinemas e descobrir que não vamos ficar doentes; são estas etapas que vamos seguir nos próximos dois a três meses para voltar à normalidade da vida. Este é um filme para muitas pessoas que estão a dar o primeiro passo”, explicou o CEO do estúdio Legendary Entertainment ao Deadline Hollywood.

A estreia em Portugal está anunciada para 6 de maio.

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