Segundo Victor Afonso, programador cultural do Teatro Municipal da Guarda (TMG), aquele equipamento cultural está a implementar o Plano Nacional de Cinema em colaboração com o Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque e o Cineclube da Guarda.

O TMG "é um dos precursores da implementação a nível nacional" daquele plano que "tem tido o maior sucesso" e "é referência até, a nível nacional, como uma boa prática", disse hoje o responsável.

"Nós fizemos experiências há quatro anos e depois o projeto caiu, mas não foi por culpa nossa, foi a nível central, no âmbito dos Ministérios da Educação e da Cultura que não se entenderam na aplicação prática e esteve em ‘stand by' e recomeçou em força há um ano, no início de 2016", indicou.

O Plano Nacional de Cinema permite a crianças e jovens terem "acesso a cinema com conteúdo artístico e cultural significativo, mas também com conteúdo pedagógico e educativo, porque o cinema é arte, é cultura e é educação e também é uma ferramenta que permite às próprias escolas cumprirem currículos escolares com recurso ao cinema", indicou o responsável.

No ano letivo de 2015/2016, passaram pelo TMG 700 crianças e jovens que assistiram a várias sessões de cinema realizadas no pequeno auditório e no grande auditório e a tertúlias e debates com realizadores, entre outras atividades.

Este ano letivo o projeto vai ter continuidade e o número de alunos poderá aumentar, admite Victor Afonso.

Durante o mês de janeiro, os responsáveis do TMG vão ter uma reunião com o Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque e com o Cineclube da Guarda para articulação do projeto.

Por enquanto, apenas está prevista a participação dos alunos do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, mas o Plano Nacional de Cinema poderá estender-se ao Agrupamento de Escolas da Sé. A possibilidade do alargamento ainda está em estudo, segundo o programador cultural do TMG.

O Plano Nacional de Cinema surgiu há quatro anos no sistema educativo português e tem como principal objetivo dar a conhecer a linguagem cinematográfica à comunidade educativa, neste caso, à comunidade educativa diversificada em termos de faixas etárias, disse.

"Desde a primeira hora que o TMG aderiu a este Plano Nacional, mas teve que o fazer em consonância e em articulação com o Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, que é o Agrupamento com o qual nós trabalhamos" no projeto, explicou Victor Afonso.

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