Em declarações que tiveram grande impacto nas redes sociais, o realizador Judd Apatow criticou Hollywood por se vender por dinheiro, mantendo-se o mais longe possível ou censurando conteúdos que sejam críticos para certos países.

O cineasta de sucessos como "Virgem aos 40 Anos", "Um Azar do Caraças" e O Rei de Staten Island" confirmou que "muitas destas entidades corporativas gigantescas têm negócios com países à volta do mundo, Arábia Saudita ou China, e simplesmente não vão criticá-los".

"Enquanto nós estamos 'Posso fazer, não posso fazer esta piada', a um nível muito maior, eles eliminaram completamente conteúdos críticos sobre abusos de direitos humanos na China e acho que isso é muito mais assustador", explicou numa entrevista ao canal MSNBC.

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Como exemplo, Judd Apatow diz que não tem dúvidas que os estúdios rejeitariam de imediato se apresentasse a proposta de um filme sobre um homem que escapa dos campos de concentração chineses, referindo em concreto à detenção de mais de um milhão de pessoas da minoria étnica muçulmana Uigur na província Xinjiang, a quem a Disney agradeceu recentemente pela colaboração na nova versão de "Mulan".

"Em vez de fazermos negócio com a China e a China tornar-se mais livre, o que aconteceu é uma situação em que a China comprou o nosso silêncio com o seu dinheiro", reforçou.

No sábado à noite (19), Judd Apattow reagiu ao impacto das suas declarações.

"A China tem campos de concentração com até dois milhões de pessoas e tão poucas pessoas ousam mencioná-lo que se torna uma notícia quando o faço. Não deveriam todos mencionar isso? Simplesmente como um ser humano, não o destrói saber que isto está a acontecer? Aprenda sobre isso. Pesquise", escreveu nas redes sociais.

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