Andrew Garfield ficou a conhecer de perto como funcionam as grandes produções de Hollywood quando foi escolhido para suceder a Tobey Maguire como Homem-Aranha aos 26 anos e isso foi uma experiência de partir o coração.

A franca observação foi feita por Andrew Garfield durante uma conversa com Amy Adams para o espaço 'Actors on Actors' da revista norte-americana Variety.

'Existe algo sobre ser tão jovem naquele tipo de maquinaria que penso ser bastante perigoso. Ainda era suficientemente novo para me debater com o sistema, basicamente, de valores da cultura empresarial americana', contou o ator sobre a sua experiência de ser o super-herói em "O Fantástico Homem-Aranha" (2012) e "O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro" (2014).

'É sobretudo uma empresa', reforçou sobre a mentalidade em Hollywood.

Garfield acrescentou que a experiência o ensinou que a história e as personagem nem sempre estão 'no topo das prioridades' do sistema e os compromissos com outras necessidades no sistema dos 'blockbusters' resultaram numa experiência que o deixou um pouco devastado.

'Achei isso muito, muito complicado. Assinei contrato para servir uma história e esta personagem incrível de que me fantasiava desde que tinha três anos e depois ficou comprometida e isso parte o coração. Até certo ponto, fiquei um pouco de coração partido'.

Afastado com a substituição pelo compatriota Tom Holland para um novo relançamento de Homem-Aranha no cinema, Andrew Garfield agora pode estar na corrida aos Óscares tanto por "O Herói de Hacksaw Ridge" (2016), em que trabalhou às ordens de Mel Gibson, como "Silêncio", o novo filme de Martin Scorsese.

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