
Apesar dos altos e baixos dos últimos anos que deixaram algumas brechas na reputação de estarem os mais rentáveis do mundo, os filmes da Marvel continuam a ser muito importantes em Hollywood.
Mas o estúdio também tem a reputação na indústria de ser "forreta" nos salários dos atores: uma famosa investigação da revista The Hollywood Reporter de outubro de 2018 revelava que só começavam a ver dinheiro a sério se as suas personagens sobrevivessem o suficiente no Universo Cinematográfico (MCU, pela sigla original).
Um exemplo: Scarlett Johansson passou por seis filmes e aumentos graduais no salário até finalmente ganhar tanto como Chris Evans e Chris Hemsworth quando foi a protagonista de "Viúva Negra", lançado em 2021, a sua despedida do MCU.
Já Carrie Coon juntou-se à Marvel como vilã: Proxima Midnight, uma cúmplice de Thanos, em "Vingadores: Guerra do Infinito" (2018), num trabalho de captura de movimentos e uso da voz, mas não entrou na sequela, "Vingadores: Endgame" (2019).
O dinheiro foi a razão, explicou o marido, que revelou no podcast Tracy Letts (via revista Variety) que a Marvel a chamou e a camaleónica atriz de "The White Lotus", "The Leftovers", "The Gilded Age" e "Gone Girl" notou que "Guerra do Infinito" era o filme mais rentável de sempre nas bilheteiras e perguntou se lhe iriam pagar mais. A resposta foi negativa.
“Ela disse, ‘Uau, vocês não me vão pagar mais, portanto acho que não vou fazê-lo'. E eles disseram 'Bem, devias estar grata por fazer parte do Universo Cinematográfico Marvel'. Portanto, ela recusou", recordou Tracy Letts.
Uma observação demolidora do dramaturgo, ator e reconhecido cinéfilo revela que a família não se mostrou melindrada.
"Teríamos feito um alarido maior sobre isto, mas isso implicaria vermos os filmes e não íamos fazer isso", rematou.
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