Américo Soares, o primeiro presidente do Instituto Nacional de Cinema de Moçambique, morreu hoje com 69 anos em Avanca, no concelho de Estarreja, revelou o Cine Clube de Avanca.

Durante a governação de Samora Machel, Américo Soares avançou com a criação de um instituto de cinema que, em Maputo, “reuniu um dos raros laboratórios de cinema em África”.

Aquele instituto, que controlava a exibição e a produção cinematográfica de todo o país, permitiu também a formação dos cineastas moçambicanos, organizando em Maputo ações de formação com realizadores como Godard ou Ruy Guerra.

“Apostados em transformar os guerrilheiros em operadores de câmara, foram estes novos técnicos que se espalharam por todo o país e permitiram filmar o mais icónico jornal de atualidades cinematográficas de todo o continente africano, o ‘Kuxa Kanema’”, refere o Cine Clube de Avanca.

Tratava-se de uma série de filmes de 20 a 30 minutos com texto do escritor Luís Patraquim, direção de Fernando Silva e locução do próprio Américo Soares.

Américo Soares estudou na Escola Comercial de Lourenço Marques, tendo passado pelos jornais e por movimentos políticos e embarcou para Portugal, realizando depois uma viagem pela Europa em triciclo motorizado até à Suécia, onde foi exilado político.

Colaborou, desde as primeiras edições, com o Festival Internacional de Cinema AVANCA, que o homenageou nas redes sociais.

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