As irmãs recordam a infância, a trágica morte do irmão mais velho na Segunda Guerra Mundial que transferiu para
Alain Oulman as expectativas familiares. A esposa fala do empenho desmesurado nas suas paixões criativas: a música mas também o teatro.
Amos Oz recorda um editor que procurava exaustivamente (e até musicalmente) a melhor tradução para os seus livros.

«Alain Oulman – Com Que Voz» é o retrato abrangente de um homem que, ao longo da sua vida, conseguiu deixar uma boa e duradoura recordação junto daqueles com quem se cruzou, em diferentes áreas. Um retrato que, segundo Nicholas Oulman, seu filho e realizador deste filme, fazia falta.

Tudo começou com um convite do Museu do Fado para uma exposição. A pesquisa nos arquivos familiares foi apenas o início do projecto. Nicholas partiu em busca das memórias que os outros guardavam do seu pai: o compositor que abriu novos caminhos para
Amália, e lhe ofereceu novos fados; o encenador com uma sensibilidade e empenho exemplares; o editor, na francesa Calmann-Levy, de escritores de prestígio internacional.

Cada recordação lança pistas para conhecer o percurso de Alain Oulman e, ao mesmo tempo, para acompanhar diferentes épocas da história portuguesa.

Mas é, apesar de tudo, a figura de Amália a mais constante. Foi para ela que Oulman compôs os eternos «Abandono» ou «Alfama», e foi ela quem deu a melhor das vozes às suas melodias. Amália considerava-o um dos seus «anjinhos da guarda» e, na verdade, a carreira da fadista não seria a mesma sem a contribuição de Alain. O homem discreto que se tornou responsável por uma das mais marcantes rupturas na música portuguesa.

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