Uwe Boll não vai fazer mais filmes.

O realizador alemão distinguiu-se desde a passagem do século por filmes que tinham em comum a falta de qualidade, principalmente as adaptações de videojogos.

Isso não o impediu de ter uma prolífica carreira que passou por vários géneros, da comédia ao terror.

Entre os seus notáveis fracassos estão "House of the Dead - A Casa da Morte" (2003), "Alone in the Dark - Sozinhos no Escuro" (2005, foto) e "BloodRayne" (2005).

A razão para a reforma é que tem sido ele a financiar o seu trabalho ao longo destes anos e não pode continuar.

'O mercado está morto, não se consegue fazer dinheiro com os filmes porque o mercado mundial do DVD e Blu-ray caiu 80% dos últimos três anos. Essa é a verdadeira razão; simplesmente não posso arcar os custos de fazer filmes'.

E acrescentou: 'As pessoas nunca me deram dinheiro. Estou a usar o meu desde 2005 e se não tivesse feito os filmes estúpidos baseados em videojogos nunca teria juntado o dinehiro para poder dizer 'Vamos fazer o "Darfur" [2009]. Não preciso de um Ferrari, não preciso de um iate. Investi nos meus próprios filmes e perdi dinheiro'.

A cumprir-se a promessa, o último filme de Uwe Boll é “Rampage: President Down” (2016), sequela dos seus 'clássicos' "Rampage" (2009) e "Rampage: Capital Punishment" (2014).

Em 2008, os Razzies, prémios anuais que distinguem os piores do cinema, deram-lhe não só o troféu de Pior Realizador de 2008 por "Em Nome do Rei", "Tunnel Rats" e "Postal", como um de carreira como 'Pior Realizador Vivo do Planeta'.

Ao contrário de muitos dos seus colegas, que não aparecem na cerimónia, o cineasta teve 'fair-play' e enviou um vídeo com uma mensagem sua gravada, gravada precisamente num cenário a imitar o Darfur, em que recusava a distinção e dizia que os Razzies lhe tinham arruinado a carreira e nunca regressaria aos EUA.

Por outro lado, foi também ele que desafiou para combates de boxe em 2006 alguns dos seus críticos mais ferozes na Internet e ainda os cineastas Quentin Tarantino e Roger Avary. Cinco aceitaram e perderam.

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