Diego Quinderé de Carvalho, aluno da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, venceu o prémio PrimeirOlhar com o documentário “Adeus aos Livros”, que retrata a história de um alfarrabista lisboeta de 76 anos sob a pressão da especulação imobiliária e em defesa da preservação da memória.

Já o filme “Água e Sal”, de Luísa Mello, igualmente aluna daquela instituição, recebeu uma menção honrosa do júri - constituído este ano por Luís Lima, Sandra Regina Nunes e Andrea Zapata-Girau -, que apreciou o retrato de uma perspetiva feminina das eleições presidenciais do Brasil em 2018.

Paralelamente, o prémio PrimeirOlhar Cineclubes - uma colaboração entre a Federação Portuguesa de Cineclubes e a Federación de Cineclubes de Galicia – foi atribuído a Henrique Amud e Lucas Rossi dos Santos, da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, com o documentário ‘Atordoado, Eu Permaneço Atento’, que revisita a ditadura brasileira.

Também nesta categoria houve lugar a uma menção honrosa da parte do júri, com Rúben Sevivas, aluno da Universidade da Beira Interior, a ser distinguido pela obra “Direito à Memória”, que reflete um discurso do general Humberto Delgado num comício em Chaves e cujos registos oficiais tinham sido destruídos pela PIDE.

O prémio PrimeirOlhar homenageia anualmente o cinema documental produzido por alunos de escolas de cinema e audiovisual de Portugal, da Galiza e dos países de língua portuguesa.

Este ano, os Encontros de Viana acabaram por repartir a sua programação entre um modelo presencial e uma vertente online, devido às restrições impostas pela pandemia de COVID-19.

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