O  Lisbon & Sintra Film Festival (LEFFEST), inicialmente previsto para decorrer entre dia 13 e 22, irá prolongar-se por mais três dias (até 25) para apresentar a programação que estava anunciada para os dois fins de semana, afetados pelas restrições à circulação entre as 13h00 e as 5h00 decretadas pelo governo em 121 concelhos para contar a pandemia.

"O festival está vivo e é nestes tempos em que a cultura e o conhecimento são ignorados pelo Governo que estes eventos são necessários", explicou ao jornal Correio da Manhã Paulo Branco, o diretor do festival.

Apesar da adaptação às novas medidas, o também produtor e exibidor de cinema coloca em causa a sua coerência.

"Não posso deixar de manifestar a minha revolta por estas decisões, que não trazem nada de benéfico ao combate à pandemia. Depois mostram desprezo pelos cidadãos que só são considerados para trabalhar, quando os seus tempos livres são ignorados. O Estado não tem estado à altura. Há uma hipocrisia muito grande. As pessoas podem ir aos supermercados, mas não podem ir a um cinema, que é muito mais seguro", explicou ao mesmo jornal.

"Nós temos uma resiliência incrível, mas é chocante e inadmissível um governo dito de esquerda ter um total desprezo pelas atividades culturais. Nunca achei que
fosse possível chegar aqui, nem no antigo regime havia este desprezo. Havia sim medo do que os intelectuais e os artistas podiam fazer, mas havia um respeito que
agora não sinto. É triste, mas é preciso manter focos de resistência", acrescentou.

O LEFFEST decorrerá no cinema Nimas e Tivoli (Lisboa) e no Centro Olga Cadaval (Sintra).

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