A realizadora Alberta Whittle foi distinguida com o prémio da Feira de Arte Frieze, de Londres, uma comissão atribuída a um artista emergente, e que, pelo segundo ano, vai para a área do cinema, foi hoje (25) anunciado.

O projeto premiado da criadora, nascida em Barbados e a viver entre a Escócia e a África do Sul, baseia-se nos textos da norte-americana Eve Kosofsky Sedgwick, sobre questões queer e de género.

Também explora os medos suscitados pelo contágio da pandemia, que está a atingir as sociedades a nível global, e no moralismo que lhe sucedeu, segundo a publicação internacional The Art Newspaper.

A realizadora é conhecida pelo seu trabalho interdisciplinar que explora a diáspora africana e a descolonização da história ocidental.

O projeto selecionado "aborda questões relacionadas com a cura pessoal e o cultivo da esperança em ambientes hostis, seja na pandemia, no colonialismo ou na xenofobia", explicou a diretora artística da Frieze Londres, Eva Langret.

Forçada a cancelar o seu formato presencial devido à pandemia da covid-19, a Feira de Arte Frieze terá um formato online a partir de 08 de outubro, altura em que o filme da realizadora, resultado do projeto vencedor, será estreado.

O prémio visa apoiar o trabalho de artistas internacionais emergentes e, este ano, Alberta Whittle foi selecionada numa lista de finalistas composta ainda por Cibelle Cavalli Bastos, Jamie Crewe, Adham Faramawy, Arash Fayez, Onyeka Igwe, Helene Kazan e Sadé Mica.

O júri foi constituído por artistas e curadores como Langret, Chris Rawcliffe, Himali Singh Soin (vencedor da Frieze 2019), Victor Wang e Zoé Whitley.

Em 2017, o artista angolano Kiluanji Kia Henda foi o vencedor deste prémio, com uma instalação performativa criada para a feira.

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