O filme "Rock Bottom Riser", do realizador norte-americano Fern Silva, de ascendência portuguesa, integra a competição Encontros do Festival de Cinema de Berlim, foi hoje (10) anunciado.

"Rock Bottom Riser", primeira longa-metragem de Fern Silva, fará a estreia mundial em março no festival de Berlim, na secção competitiva Encontros, criada em 2020 para apoiar novas e mais diversificadas vozes do cinema.

Serão atribuídos prémios ao melhor filme e à melhor realização e ainda um prémio especial do júri.

A 71.ª edição do festival de Berlim decorrerá em dois momentos, pensando no contexto pandémico da covid-19: Entre 01 e 05 de março será apenas em formato online, para profissionais do setor, júris e imprensa especializada, e entre 9 e 20 de junho a programação será para o público.

Os filmes da programação oficial, que a organização tem estado a anunciar ao longo desta semana, serão exibidos e premiados em março, mas a cerimónia de entrega dos prémios será em junho.

Fern Silva, nascido em 1982, filho de portugueses que emigraram para os Estados Unidos, é um artista visual e realizador de cinema, com trabalho artístico já mostrado em contexto de festivais, galerias de arte e museus.

Tem mais de uma dezena de curtas-metragens, entre as quais "Notes from a bastard child" (2007), que integrou o festival IndieLisboa, e "Ride light lightning, crash like thunder" (2017), exibido no Curtas de Vila do Conde.

Da programação já anunciada pelo festival de Berlim, sabe-se que na competição de curtas-metragens estão os filmes "Luz de Presença", de Diogo Costa Amarante, e "Nanu Tudor", da realizadora moldava Olga Lucovnicova com coprodução entre Portugal, Bélgica e Hungria.

Para Diogo Costa Amarante, é a terceira vez que compete neste festival, depois de ter estado nomeado em 2014, com "As rosas brancas", e em 2017 com "Cidade pequena", que lhe valeu o Urso de Ouro de Melhor Filme, o prémio máximo em Berlim.

Na secção Fórum está, em estreia mundial, a longa-metragem "No táxi do Jack", de Susana Nobre.

No programa Fórum Expandido, no qual o cinema se estende para outras expressões artísticas, estão "Mudança", do realizado luso-guineense Welket Bungué, "Night for day", da artista visual britânica Emily Wardill, com coprodução luso-austríaca, e a produção portuguesa "13 ways of looking at a blackbird", da realizadora brasileira Ana Vaz.

Na semana passada, anunciaram a seleção da 19.ª edição da 'Berlinale Talents', um programa de formação, conversas e encontros, destinado a 205 profissionais de 65 países, entre os quais os realizadores portugueses Paulo Carneiro e David Pinheiro Vicente e a ‘designer’ de som portuguesa Inês Adriana.

A eles juntam-se a realizadora canadiana Joelle Walinga e a produtora brasileira Janaina Bernardes, que trabalham com Portugal.

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