Numa carreira que arrancou em 1981 e de que fazem parte dois Óscares, e que tem tanto de intensa como controversa, atrás e à frente das câmaras, mas também como figura pública, Sean Penn conquistou uma reputação de ser alguém com quem é "difícil" trabalhar em Hollywood.

Ela é tão grande que achou que não valia a pena ir à cerimónia em que ganhou com "Mystic River" (2003) e teve de ser convencido pelo realizador Clint Eastwood.

Quando recebeu a segunda estatueta, por "Milk" (2008), reconheceu durante o discurso que "não estava à espera disto e quero deixar muito claro que sei como muitas vezes torno difícil apreciar-me".

Durante uma entrevista recente, Howard Stern quis saber de onde vinha a "fama" de conflituoso e de ter queimado pontes na indústria.

Sean Penn reconheceu que isso aconteceu por ter entrado em choque com pessoas que não cumpriram o que prometeram.

"Houve várias vezes em que trabalhei com realizadores que senti que tinham outro entendimento da função profissional e talvez não fossem os artistas que os seus encontros iniciais com os atores possam ter indicado", recordou.

"Emocionalmente, os atores são como canários numa mina de carvão e temos de ir a qualquer lugar que seja necessário dentro de nós. Se não temos ali alguém que ao menos respeite isso... a maior parte do que me estava a referir é que a arrogância vai mais além do charme", explicou.

"Estou ciente de que, muitas vezes, posso ser uma pessoa difícil de gostar de longe. Algumas vezes acho que tenho um grande romance com a Humanidade, mas não tão bom com os humanos", admitiu.

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