Por uma vez, o público e o júri do Festival Internacional de Animação de Annecy estiveram completamente de acordo na atribuição dos prémios, entregues ontem, 12 de Junho: o troféu de Melhor Longa-Metragem e o respectivo prémio do Público foram parar à primeira aventura de
Wes Anderson no campo da animação,
«O Fantástico Senhor Raposo», que em Portugal foi directamente para DVD; o Prémio Especial do Júri (uma espécie de segundo prémio na categoria de curta-metragem) e o correspondente Prémio do Público foram atribuídos ao norueguês
«Angry Man». Este último, dirigido por Anita Killi, foi uma das melhores fitas do certame, uma obra sensível e visualmente muito concebida sobre a violência doméstica e o seu impacto nas crianças.

Num ano sem grandes favoritos à partida,
«The Lost Thing», produzido entre a Austrália e a Grã-Bretanha, foi um justo vencedor do Cristal de Annecy para Melhor Curta-Metragem. Estreia na realização e Andrew Ruhermann e Shaun Tan, é um filme em animação informática sobre um jovem que encontra uma estranha criatura na praia e tenta encontrar uma casa para ela, um discreto «tour de force» de conceptualização e estilização, com tudo no sítio certo.

Mas no campo das curtas, houve outros premiados de valor: o francês
«Jean-François», de Tom Haugomat e Bruno Mangyoku, ganhou o galardão para Primeira Obra, o canadiano
«Les Jornaux de Lipsett», de Theodore Ushev, e o turco
«Don't Go», de Turgut Akacik, ganharam ambos menções honrosas, e o alemão
«Love & Theft», do experiente Andres Hykade, foi premiado pela Banda Sonora.

Fora dos prémios mas muito falados foram ainda o francês
«Le Silence sous L'Écorce», de Joanna Lurie, o irlandês
«Old Fangs», de Adrien Merigeau e Alan Holly, o nipónico
«Je T'Aime», do incontornável Mamoru Oshii, e o já oscarizado
«Logorama», do colectivo H5.

No campo das longas-metragens, o ano não foi particularmente rico e se
«O Fantástico Senhor Raposo» foi justamente distinguido, e o simpático
«Kerity la Maison des Contes» também teve uma menção especial, a melhor película da competição,
«Summer Wars», de Mamoru Hosoda, acabou por sair de mãos a abanar.

No extenso palmarés de Annecy, merece uma menção especial a qualidade visível em todas os premiados nas categorias de televisão e de filmes de encomenda (que incluem «videoclips» e filme publicitário), ao nível do que de melhor circulava pela competição oficial de curtas-metragens. A série infantil portuguesa
«Ema e Gui», de Nuno Beato, marcou presença na competição oficial e embora não tenha sido premiada, não deixou de receber elogios e aplausos durante a projecção.


Consulte aqui o palmarés completo do festival
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