É o único realizador britânico na corrida e aquele cujo currículo tem na vertente televisiva uma mais valia evidente. «O Discurso do Rei» é apenas a segunda longa-metragem para cinema de Tom Hooper, mas o seu percurso profissional é bastante mais vasto, com o trabalho no pequeno ecrã a valer-lhe um prestígio inusitado.

Tom Hooper começou a fazer filmes aos 13 anos e aos 20 viu a sua primeira curta-metragem profissional,
«Painted Faces», a ser exibida no Channel 4. Licenciado pela Universidade de Oxford, onde encenou algumas peças, o cineasta tentou a sorte na publicidade mas acabou por ir parar à televisão, tendo sempre por objectivo primordial chegar à realização para cinema.

No pequeno ecrã assinou episódios de séries como
«Quayside» e
«East Enders», e deu nas vistas ao dirigir
Helen Mirren no «revival» da emblemática série
«Prime Suspect». Em 2004, realizou aquela que deveria ser a sua primeira longa-metragem para cinema,
«Red Dust», um drama passado na África do Sul com
Hilary Swank e
Chiwetel Ejiofor, que acabou por ser exibido quase exclusivamente na televisão.

O passo seguinte deu-o na HBO, onde realizou algumas produções elogiadíssimas:
«Elizabeth I», novamente com Helen Mirren e que lhe valeu o Emmy,
«Longford» e o épico
«John Adams», produzido por
Tom Hanks e nomeado para 13 Emmys.

Com a carreira lançada, a estreia em cinema deu-se verdadeiramente em 2009, com
«Maldito United», sobre o dirigente desportivo Brian Clough, com um argumento adaptado por
Peter Morgan a partir do livro original de David Peace e uma interpretação brilhante de
Michael Sheen.

O sucesso do filme levou à realização da obra de consagração de Hooper,
«O Discurso do Rei», um dos filmes mais premiados da temporada e aquele que avança para a cerimónia dos Óscares com mais nomeações, nada menos que 12.

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