O filme da Pixar "Toy Story 4", que venceu o Óscar de Melhor Animação na 92.ª edição dos prémios da Academia, mostra uma diversidade de artistas e editores que não existia em 1995, disse o produtor Jonas Rivera.

"Tem sido bom", afirmou o vencedor, "porque trabalhei no primeiro filme e ver a Pixar crescer de 1995 até agora, há muito maior equilíbrio de género e pessoas de todo o mundo nas salas técnicas e de histórias".

Rivera falou nos bastidores dos Óscares juntamente com Josh Cooley e Mark Nielsen, que receberam a estatueta dourada numa das poucas surpresas da noite.

O favoritismo estava do lado de "Klaus", da Netflix, que tinha os portugueses Sérgio Martins e Edgar Martins na equipa, e "Missing Link", uma vez que estes haviam recebido vários prémios na temporada.

"É uma grande honra, este é o quarto filme", afirmou Rivera. "Penso que é um testemunho de quão ricos são estes personagens e quão as pessoas gostam do Buzz e do Woody".

O filme "Toy Story 3" vencera o Óscar de Melhor Animação em 2010, o que o torna o único 'franchise' de animação a vencer dois prémios da Academia na mesma categoria.

Mark Nielsen sublinhou que "Toy Story 4" foi um trabalho que envolveu uma equipa muito diversa.

"Estamos aqui os três a representar este filme, mas na verdade foram 250 artistas de todo o mundo na Pixar que nos ajudaram a construir isto durante cinco anos", afirmou.

A história, considerou Rivera, quando se chega ao seu âmago, é sobre alguém que "tem medo de ser substituído" e não quer perder o seu emprego. "Penso que, de certa forma, toda a gente sente isso, todos querem agarrar-se àquilo que têm".

Na outra categoria de animação, para curta-metragem, a vitória foi para "Hair Love", de Matthew A. Cherry e Karen Rupert Toliver, que falaram da importância de representar de forma positiva as relações entre pais e filhas e a beleza natural do cabelo afro-americano.

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