O seu nome remete à figura de uma pessoa que luta contra todas as injustiças: Zorro, nascido no dia 9 de agosto de 1919 da imaginação de Johnston McCulley, tornou-se um ícone tão famoso da cultura "pop" quanto Tarzan ou o Super-Homem.

Após a sua primeira aventura, "The Curse of Capistrano" [A Maldição de Capistrano], que foi lançada na revista "pulp" californiana All-Story Weekly, McCulley escreveu outras 60 histórias, fazendo de Zorro um dos primeiros heróis de capa e espada da literatura americana.

Foi nos ecrãs, porém, no grande e no pequeno, que o justiceiro mascarado ganhou notoriedade.

Antes do Zorro

Douglas Fairbanks e Marguerite De La Motte em "O Sinal do Zorro" (1920)

Para criar a sua personagem, McCulley inspirou-se num mexicano a meio caminho entre o bandoleiro e o patriota, que vivia na Califórnia do século XIX, em pleno período da febre do ouro: Joaquín Murieta, que defendia os ameríndios perante os "gringos".

O poeta chileno ganhador do Prémio Nobel da Literatura Pablo Neruda dedicou-lhe a sua única obra de teatro.

Outra figura que inspirou McCulley foi "Pimpinela Escarlate", a história sobre um justiceiro inglês que atuou durante a Revolução Francesa e foi criado no início do século XX pela escritora Emmuska Orczy, uma britânica de origem húngara.

A história

Linda Darnell e Tyrone Power em 'O Sinal do Zorro" (1940)

Don Diego de la Vega, um jovem aristocrata de origem espanhola e com a aparência de estudante inofensivo, sentia-se revoltado com os poderosos corruptos e cruéis que abusavam do povo humilde de Los Angeles e arredores.

Para defender os fracos e oprimidos, resolve transformar-se no Zorro (raposa, em castelhano), vestindo-se totalmente de preto e escondendo a sua identidade por trás de uma máscara que mostra apenas os seus olhos e o seu fino bigode.

Os seus aliados são o fiel Bernardo, o mordomo que é mudo e finge ser surdo para melhorar a condição de escudeiro do patrão, e também Tornado, o seu inteligente cavalo negro.

A outra personagem recorrente é o robusto sargento Demetrio López García, um pretenso inimigo que é mais simpático do que perigoso.

Série mítica

Guy Williams

Mas foi a série de televisão da Disney, com 78 episódios gravados entre 1957 e 1961, que fez Zorro ganhar popularidade a nível internacional.

O ator Guy Williams, com o seu 1,90m de altura, sorriso cativante e esgrimista na vida real, foi o escolhido para encarnar o justiceiro hispânico na série, que, em 1992, foi colorizada.

Era ele mesmo, e não um duplo, que fazia os duelos de espada, mesmo quando estas eram reais.

"O dia das lutas era a sexta-feira. Assim, caso houvesse algum problema, teria algum tempo para me recuperar de um ferimento", contou o ator euma entrevista na época.

A assinatura de três traços com a espada para formar a letra "Z", de Zorro, era a marca registada da série.

Novas produções protagonizadas pelo Zorro foram filmadas na Colômbia e nas Filipinas recentemente e vendidas para quase 100 países.

Estrela de cinema

Anthony Hopkins com Antonio Banderas em "A Máscara de Zorro" (1998)

No cinema, houve mais de 50 Zorros, incluindo paródias e versões eróticas.

As mais conhecidas foram interpretadas pelos galãs Douglas Fairbanks (1920), Tyrone Power (1940), Alain Delon (1975) e Antonio Banderas (em dois filmes, de 1998 e 2005).

O criador de Batman, Bon Kane, assegurou que o filme mudo "O Sinal do Zorro" (1920), com Fairbanks, o influenciou bastante para o seu super-herói. Tornado serviu, inclusive, de inspiração para o Batmóvel.

As bandas desenhadas, a música e os jogos de vídeo também exploraram ao máximo a imagem de Zorro e está um novo projeto em preparação em Hollywood com o ator mexicano Gael García Bernal.

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