"Rapto" é um derrapanço daqueles bem guinchantes que ouvimos lá ao fundo e temos a malvadez mórbida de completares com um estrondoso “Bum”.

E porque esta analogia automobilística? Porque o novo filme de Halle Berry é um "thriller" fulminante (porque a gasolina é pouca), que se passa quase na íntegra dentro de uma carrinha a alta velocidade e com a actriz vencedora de um Óscar, a altos berros e com as órbitas prontas a despontar da cara.

Mas até tem razões para isso: o seu filho de seis anos foi raptado e Karla (Berry) entra em modo "Mad Max", pronta a ir até ao fim das estradas do Louisiana para o salvar.

Há espaço para uma luta dentro de um túnel, um duelo num viaduto e uma série de truques e artifícios "a la trailer", prontos a fazer de Halle Berry a principal cara de uma versão "Taken" feminina. Mas o que podia ser uma boa ideia, uma mãe desesperada, sem telemóvel, a perseguir raptores violentos, espatifa-se ao comprido com mau diálogo e guinando com os "twists" do próprio guião, com curvas perigosas que levam a lado nenhum.

Pois o filme é isto: 82 minutos incessantes de auto-estradas, Karla a falar consigo própria e a rezar a Deus para que torne o seu filho são e salvo… e nem a polícia consegue pôr ordem, pois sofre do mesmo que o realizador Luis Prieto: déficit de atenção e falta de energia.

Crítica: Daniel Antero

Trailer

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